Diário do Amapá - 13/08/2026

CIDADES QUINTA-FEIRA | 13 DE AGOSTO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Em entrevista, o produtor e especialista Cid Ornela deta- lhou a expansão do cultivo em terra firme, a demanda mun- dial e o impacto da safra nos preços locais. ■ ● Açaí se destaca como motor econômico e atrai investidores no setor produtivo A Prefeitura deMacapá detalha, nesta terça- feira, 11, a situação =nanceira e administrativa da MacapáPrev durante co- letiva de imprensa que reuniu representantes do instituto e do grupo de trabalho res- ponsável pela análise do caso. O diagnóstico, elaborado a partir de auditoria do Mi- nistério da Previdência, apon- ta redução dos recursos disponíveis, débitos previ- denciários e comprometimento do equilíbrio =- nanceiro do sistema. Segundo o relatório doMinistério da Previdência, os recursos disponíveis nas contas da MacapáPrev passaram de R$ 176,8 milhões, em julho de 2023, para R$ 39 milhões, em setembro de 2025. Em março deste ano, o valor disponível era inferior a R$ 30 milhões. Atualmente, o pagamento de apo- sentados e pensionistas depende de aportes realizados pelo município. A auditoria identi=cou cerca de R$ 111 milhões emcontribuições descontadas dos servidores entre 2022 e 2025 que, segundo o levantamento, não foram repassadas à previdência. Também foram , 9 Medidas incluem regularização de repasses, recuperação de recursos e ações para assegurar a continuidade do pagamento de aposentados e pensionistas ■ Durante a coletiva, o prefeito Pedro DaLua afirmou que a criação do grupo de trabalho foi uma das primeiras medidas adotadas pela gestão municipal diante do diagnóstico apresentado pelo Ministério da Previdência.“A primeira medida nossa foi montar o grupo de trabalho para a recuperação emergencial da MacapáPrev, para que os nossos servidores não tenham que acordar amanhã com o instituto extinto ou tendo que passar para o Regime Geral”, afirmou. Trecho do texto Além dos valores identificados pela auditoria, foi apresentada uma dívida do município com a MacapáPrev que, em outubro de 2024, chegava a aproximadamente R$ 360 milhões. Naquele período, a Câmara Municipal aprovou um parcelamento em 240 meses. Segundo Renivaldo, cerca de 11 ou 12 parcelas foram pagas, mas o acordo não foi homologado pelo Ministério da Previdência. COLETIVA apontadosmais de R$ 200milhões emcontribuições patronais que deixaramde ser repassadas no período analisado. O relatório também apontou a utilização de re- cursos dos fundos previdenciários para outras des- pesas, além de problemas relacionados a investi- mentos, contratos e à redução do patrimônio da MacapáPrev. De acordo com Renivaldo Costa, membro do grupo de trabalho, os resultados da auditoria foram encaminhados à Polícia Federal para apuração das responsabilidades. Além dos valores identi=cados pela auditoria, foi apresentada uma dívida do município com a MacapáPrev que, em outubro de 2024, chegava a aproximadamente R$ 360milhões. Naquele período, a Câmara Municipal aprovou um parcelamento em 240 meses. Segundo Renivaldo, cerca de 11 ou 12 parcelas foram pagas, mas o acordo não foi ho- mologado pelo Ministério da Previdência. Atualmente, a folha de aposentados e pensionistas exige cerca de R$ 15 milhões por mês, enquanto as contribuições somampoucomais de R$ 14milhões. A diferença representa umdé=cit mensal estimado em aproximadamente R$ 1 milhão. Somados os diferentes passivos apresentados durante a coletiva, a dívida consolidada ultrapassa R$ 1 bilhão, segundo o grupo de trabalho da MacapáPrev. ■ PREFEITURA DE MACAPÁ APRESENTA DIAGNÓSTICO FINANCEIRO DA MACAPÁPREV E PLANO DE RECUPERAÇÃO

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