Diário do Amapá - 16 e 17/08/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 16 E 17 AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS PRA VALER - Propaganda eleitoral é iniciada neste domingo,16, nas ruas e internet. Essa última, poderá ser impulsionada até 1 de outubro, três dias antes das Eleições 2026. Já a campanha no rádio e TV começará em 28 de agosto. ■ INFLUÊNCIA - Hotéis, pousadas, restaurantes, empresas de transporte, agências e outros serviços ligados ao turismo registram aumento de pessoas, procurando-os, vindo a Macapá para a Expofeira 2026. ■ INICIATIVA - Descoberta de hidrocarbonetos em águas profundas do Amapá, ensejou presidente da OAB local, Israel da Graça, apontar entidade como já feito dever de casa em segurança institucional, tendo se colocado antecipadamente à disposição do Ibama, Petrobras e Ministério do Meio Ambiente. ■ Boa nova A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, comunicou a boa nova ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre… Tem petróleo no Amapá! Segundo a executiva, o resultado confirma o otimismo da empresa com a Margem Equatorial e representa passo importante para a recomposição das reservas brasileiras e para a segurança energética do país. Davi comemorou: classificou o momento como histórico para o Amapá e para o Brasil. Largada Candidato à reeleição, Randolfe Rodrigues inicia campanha ao Senado, neste domingo, 16, com adesivação, bandeirada e mobilização com apoiadores em Mazagão, Macapá e Santana. Candidata ao Senado, Alliny Serrão, em reunião com expositores do setor produtivo na Expofeira 2026, destacou necessidade de se criar melhores condições para quem produz e empreende no campo, defendendo menos burocracia e maior agilidade nos processos de licenciamento. A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos no poço Morpho, em perfuração no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá. O achado ocorreu a cerca de 175 quilômetros do litoral, em águas ultraprofundas, numa lâmina d’água de 2.886 metros. É a primeira descoberta da estatal nessa nova campanha exploratória na costa amapaense — e a confirmação de que havia razões concretas para acreditar no potencial da região. Achado histórico Incentivo O petróleo deu sinal de vida — mas ainda não está jorrando. A perfuração do poço Morpho continua, e novos estudos deverão indicar o tamanho da descoberta, a qualidade dos hidrocarbonetos e sua viabilidade comercial. É hora de comemorar, sim. Mas também de planejar… Preparar mão de obra, infraestrutura e políticas públicas para que uma possível riqueza não passe apenas diante da costa amapaense — sem desembarcar na vida do nosso povo. Pés no chão Deputado Malafaia, feliz da vida com reaproximação entre PR Lula e senador Davi Alcolumbre, vislumbra que isso deverá acelerar, logo, três coisas… Adicional de fronteira, condições práticas para acelerar transposição de servidores e votação da PEC da escala 6x1. Amém! “Valeu a pena a luta até aqui para garantir nossas riquezas e, sobretudo, para apontar para os próximos anos, para gerações atuais e para gerações futuras, como essa riqueza vai melhorar a qualidade de vida do Amapá”… Do senador Randolfe Rodrigues, em alto astral, sobre petróleo na Margem Equatorial. Otimismo Governador Clécio divide conquista da descoberta de petróleo com lideranças que atuaram pelo avanço da exploração na Margem Equatorial –senadores Davi Alcolumbre e Randolfe Rodrigues, bancada federal, Assembleia Legislativa e presidente Lula. Partilha “Trazer a Petrobras para o Amapá foi a primeira grande vitória”… Depois vieram a transferência da estrutura da companhia que estava em Belém, com hangar e operação em Oiapoque; licenciamento ambiental para pesquisa; chegada da Petrobras, Transpetro e de empresas ligadas ao setor. E hoje, 14 de agosto, a quinta grande vitória: o anúncio da descoberta”… Do governador Clécio descrevendo sua luta na esperança do petróleo que chega - e com direito a estouro de champanhe, inclusive. Empenho á cerca de trinta anos, ouvi uma declaração que, hoje, reconheço como uma autêntica profecia. Estava numa reunião do InterActionCouncil, fundação criada pelos japoneses e alemães para atuar, no tempo da Guerra Fria, como intermediadora de conflitos entre asGrandes Potências, formada por ex-chefes de Estado e de Governo, com apenas quarenta membros, entre os quais apenas dois da América Latina — eu e De la Madrid, do México. Naquele encontro, realizado na cidade doMéxico, ainda estavamvivos Fukuda, do Japão, grande estadista, muito influente nomundo àquele tempo; Gerald Ford, ex-Presidente dos Estados Unidos, e Helmut Schmidt, ex-Chanceler da Alemanha, cargo que corresponde ao de Chefe de Governo. Foi justamenteHelmut Schmidt, omais eloquente orador que ouvi entre meus homólogos, quando eu era Presidente, que antecipou, naquela reunião, que duas coisas ameaçavam o futuro da Humanidade, o que, como uma confirmação da marca inequívoca dos grandes oradores, hoje se concretiza: as doenças desconhecidas e as migrações massivas. Realmente, já enfrentamos a ameaça da Covid-19, com a inexistência de remédios, a luta universal para chegar à descoberta de vacina e o negacionismo de alguns loucos. Mesmo assimchegamos a umfinal feliz, embora comalguns milhões de mortos no mundo inteiro. Mas agora assistimos, estarrecidos, ao desespero de oitentamil marroquinos que, enganados pelas falsas notícias de que a fronteira com Ceuta, fronteira da Europa com a África, estava aberta com a Espanha, se jogaram ao mar para fazer a travessia de 600 metros: ocorreram cerca de vinte mortes. Esta região, uma passagem estratégica entre o Atlântico e oMediterrâneo, tem sido, ao longo dos séculos, motivo de muitas guerras. E foi numa delas, na Batalha de Alcácer- Quibir, que desapareceu Dom Sebastião, que veio, segundo a lenda portuguesa, encantar-se na Praia dos Lençóis, na Ilha dos Lençóis, no Maranhão. Pelo nosso testemunho, presenciamos o início das previsões de Helmut Schmidt. A Europa está vivendo o pro- blema mais agudamente, com a invasão africana dos países outrora colônias europeias, que agora exportammuitos dos seus habitantes para os países desse continente. Isto omundo viu na última Copa de Futebol nos Estados Unidos, em que a maioria dos jogadores dos times europeus era africana. Até, para surpresa, o goleiro do Japão era de origem africa- na. Nós, aqui noBrasil, estamos livres dasmigraçõesmassivas desordenadas. Eu sempre afirmo que temos uma posição privilegiada de integração e diplomacia em relação a muitos países do Primeiro Mundo, pois já resolvemos questões com que eles ainda lidam com grande dificuldade. Não temos fluxo demigraçõesmassivas e desordenadas de outras regiões, nemameaça delas; temos uma tradiçãode convivência pacífica entre religiões, sem os conflitos teocráticos cruéis, que estão na base da maioria das guerras localizadas atuais; não temos litígios territoriais de fronteira que ainda existem na Europa, nos Estados Unidos, onde o Presidente Trump tema obsessão por construirmuros, como ocorre na fronteira com o México, e também a necessidade de ter um exército para combater imigrantes, o ICE, de triste fama, matador de americanos protetores de imigrantes e de imigrantes, inclusive com a morte de um brasileiro, também vítima do ICE. É que na nossa América Latina temos uma cultura de paz. Somos o Continente mais pacífico da face da Terra. Nossa última guerra foi a do Paraguai —uma guerra que la- mentamos por suas perdas, pela violência extrema do desfecho, pelo massacre do povo vizinho e por seu custo social e financeiro — e, depois dela, há quase um século, a do Chaco, que opôs Bolívia e Paraguai em um duro e sangrento conflito fronteiriço. Para mostrar a nossa vocação de paz, particularmente do Brasil, temos a exigência em nossa Constituição de que a nossa política deve ser sempre de negociação, nunca de vio- lência. Agregamos uma decisão recente, assinada por mime pelo Presidente Alfonsín, de encerrarmos a corrida nuclear que existia entre o Brasil e a Argentina, baseada na tese dos países comunistas de que quem tiver uma arma nuclear terá um status de grande potência e será por elas respeitado. ■ Migrações massivas E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY H
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