Diário do Amapá - 20/08/2026

CIDADES QUINTA-FEIRA | 20 DE AGOSTO DE 2026 10 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa E m fala no programa ‘LuizMe- loEntrevista’ (Diário FM 90,9) , na manhã desta quarta- feira, 19, o diretor de captação de in- vestimentos da Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico, Antô- nio Batista, analisou os impactos e as próximas etapas da descoberta re- cente de hidrocarbonetos pela Pe- trobras na Margem Equatorial Foz do Amazonas. Segundo o especialista, a identi- ficação de indícios de petróleo logo na primeira perfuração é conside- rada um evento atípico e promissor. “Não é comum na indústria de pe- tróleo uma primeira perfuração já identificar hidrocarbonetos. Isso mostra que o litoral do Amapá con- templa uma riqueza que todos estão estimando em grandes proporções”, destacou. Perspectivas de investimentos e próximas etapas Apesar do entusiasmo do mer- cado, o diretor ressaltou que a con- firmação da quantidade e da viabilidade comercial das reservas do poço ora em exploração depen- derá do avanço das etapas técnicas seguintes. Somente a perfuração do poço onde ocorre a pesquisa de- mandou custo de cerca de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão). A fase de instalação das es- truturas de produção deverá atrair investimentos ainda maiores. A expectativa, respaldada por declarações da presidente da Petro- bras, Magda Chambriard, é de que o petróleo comece a jorrar no alto- mar do Amapá em um horizonte de cinco a seis anos, para depois então ser montada a infraestrutura subma- rina e das plataformas para a extra- ção do óleo. Enquanto isso, a estatal conseguiu licenças para perfurar três novos poços na região. Contexto regional e preparação local Antônio Batista observou que o avanço das pesquisas no litoral ama- paense insere o Brasil em uma dis- puta estratégica no mercado de energia da América do Sul. En- quanto o licenciamento brasileiro cumpriu exigências ambientais rigo- rosas, países vizinhos como a Guiana e o Suriname aceleraram suas atividades nos últimos anos, com a Guiana já registrando expres- sivos volumes de produção diária. Diante da consolidação do pro- jeto, o diretor da Agência Amapá destacou a urgência na preparação do estado. “O cenário exigirá forte qualificação da mão de obra local, profissionalização da cadeia de for- necedores e estruturação do am- biente de negócios para absorver os investimentos do setor petrolí- fero”, previu. ■ AVANÇO O Centro de Radioterapia do Amapá atinge mar- cas expressivas no atendimento aos pacientes oncológicos do estado. Dados consolidados até esta segunda-feira, 17 registram 305 consultas de primeira vez, 235 simulações realizadas (etapa inicial que prepara o paciente para realizar o tratamento de forma exata, sem atingir demais órgãos desnecessa- riamente) e 159 pacientes que concluíram com êxito o tratamento de radioterapia, recebendo alta médica da unidade. Atualmente, 41 pacientes seguem em tratamento ativo e outros 38 estão com agendamento confirmado para a etapa de simulação. No balanço geral das ava- liações médicas, foram registradas 14 consultas sem indicação para radioterapia, 5 desistências e 35 óbitos ao longo do período de acompanhamento. Inaugurado pelo Governo do Estado em dezembro de 2025, o centro transformou a rede pública de saúde ao oferecer estrutura moderna e alta tecnologia em solo amapaense. A recente incorporação da braqui- terapia, modalidade de radioterapia interna que aplica a radiação diretamente na área afetada pelo tumor, fortaleceu ainda mais a assistência especializada, ga- rantindo um tratamento assertivo, seguro e humani- zado sem a necessidade de deslocamentos para fora do estado. ■ ASSISTÊNCIA HUMANIZADA O Novo Hospital de Emergência (HE) começou a receber, na manhã de terça-feira, 18, os novos equipamentos que irão compor a Central de Material e Esterilização (CME) da unidade. Os aparelhos chegaramao hospital ainda embalados e fazem parte da estrutura que será responsável pelo processa- mento e pela esterilização dos materiais utilizados nos atendi- mentos e procedimentos. ACME é um setor essencial para o funcionamento do hospi- tal. É nela que os materiais utilizados pelas equipes de saúde pas- sam por etapas como limpeza, preparo, esterilização, armazenamento e distribuição, garantindo que instrumentos e outros artigos utilizados nos procedimentos estejam adequada- mente processados antes de seremencaminhados aos setores que necessitam deles. Na prática, a CME funciona como uma área de apoio fun- damental para serviços como o centro cirúrgico, emergência e demais espaços que utilizam materiais esterilizados. A mo- dernização do setor permite organizar melhor o fluxo dos ins- trumentos, dar mais agilidade ao processamento e contribuir para a segurança dos pacientes e dos profissionais durante a assistência. ■ Centro de Radioterapia consolida avanço no tratamento oncológico PESQUISAS NA MARGEM EQUATORIAL INSEREM BRASIL EM DISPUTA ESTRATÉGICA NA AMÉRICA DO SUL, DIZ BATISTA ENTREVISTA O mercado imobiliário do Amapá vive um momento de aquecimento, impulsionado pelo aumento dos investimentos e pela expectativa em torno da explo- ração de petróleo na Margem Equatorial Foz do Amazonas. A avaliação é do diretor-secretário do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amapá (Creci-AP), Carlos Eduardo Gomes, que participou nesta quarta-feira, 19, do programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM-90.9). Segundo ele, o anúncio sobre o petróleo despertou o in- teresse de investidores de fora do estado e já há novos empreendimentos previstos para Macapá. O movi- mento ocorre em um cenário de crescimento do próprio setor: o número de corretores registrados no Amapá chegou a 922, além de 76 imobiliárias inscritas no Conselho. Carlos Eduardo explicou que o Creci atua na fiscalização e disciplina da atividade profissional e destacou que o exercício legal da profissão exige formação específica e registro no Conselho. O órgão foi instalado como 28ª Região, no Amapá, em janeiro de 2023. Com a perspectiva de novos investimentos, o diretor também chamou atenção para o risco de especu- lação imobiliária. Ele explicou que o preço de um imóvel deve considerar fatores como localização, estru- tura e valores efetivamente praticados pelo mercado, e não apenas uma expectativa de valorização. Para discutir o tema, o Creci vai promover, em parceria com o sistema Confe-Creci, o Primeiro Fórum Amapaense de Avaliação Imobiliária, marcado para 25 de setembro. A proposta é orientar profissionais do setor e a sociedade sobre critérios para avaliação e formação de preços. ■ CRESCIMENTO DO SETOR Mercado imobiliário ganha força com expectativa de petróleo Novo HE começa a receber equipamentos modernos

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