Diário do Amapá - 23 e 24/08/2026
CIDADES DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 23 E 24 DE AGOSTO DE 2026 12 |CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ São mais de 20 mil ações que tramitam no âmbito da 1ª Re- gião relacionadas aos prejuízos decorrentes do apagão. ■ ● União e Aneel devem integrar polo passivo de ações sobre apagão ocorrido no Amapá em 2020 A Empresas do setor de petróleo começam a semovimentar de olho no potencial da Foz do Ama- zonas após a Petrobras iden- tificar hidrocarbonetos na re- gião. A chinesa Cnooc Petro- leum Brasil pediu ao Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Na- turais Renováveis) acesso in- tegral a um processo admi- nistrativo relacionado à área. O pedido foi apresentado quarta-feira, 19, por Yehua Huang, presidente da com- panhia. Documento publicado no Diário Oficial da União em junho identifica Huang como diretor-geral da companhia no país. No requerimento ao Ibama, ao qual a CNN teve acesso, a Cnooc solicita “vista do documento/processo” e marca a opção de cópia integral. Nas informações complementares, a empresa pede “acesso integral do processo 02001.035748/2025-13 no Sistema Eletrônico de Informações (SEI)”. O movimento ocorre poucos dias depois de a Pe- trobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz doAmazonas, parte daMargemEquatorial brasileira. O poço fica a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, em águas ultraprofundas, com lâmina d’água de 2.886 metros. A Petrobras é operadora e detém 100%de participação no bloco, adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013. A perfuração continua para que a estatal obtenha mais informações sobre a área. A descoberta foi anunciada pela Petrobras em 14 de agosto, cinco dias antes da data do requerimento da Cnooc ao Ibama. A presença de hidrocarbonetos, porém, ainda não significa que exista uma reserva co- mercialmente viável. Serão necessárias novas avaliações para determinar as características e o potencial econômico da descoberta. Odocumento obtido pelaCNN tambémnão permite concluir que a Cnooc tenha decidido investir na Foz do Amazonas ou que negocie participação no FZA-M-59. O pedido comprova apenas o interesse da companhia de acessar integralmente o processo administrativo. Margem Equatorial no radar O movimento é estudado por outras petroleiras e não deve ser feito só pela Cnooc Petroleum Brasil. A estratégia se dá emummomento de crescente interesse da indústria pela Margem Equatorial, considerada uma das principais novas fronteiras exploratórias do país. Em junho, a ANP aprovou a indicação de outros 86 blocos exploratórios daMargemEquatorial para estudos com vistas a uma eventual inclusão em futuros ciclos da Oferta Permanente de Concessão. Os blocos ficam nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Bar- reirinhas. Eles não estarão, porém, no 6º Ciclo da Oferta Permanente, previsto para outubro. ■ CNOOC Petroleum Brasil pediu ao Ibama para ter acesso à área; petroleiras estudam movimento depois da identificação de hidrocarbonetos na região ■ O pedido foi apresentado quarta- feira, 19, por Yehua Huang, presidente da companhia (Foto). Documento publicado no Diário Oficial da União em junho identifica Huang como diretor-geral da companhia no país. DE OLHO NO POTENCIAL O movimento ocorre poucos dias depois de a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no poço exploratório Morpho, no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial brasileira. Trecho do texto CHINESA BUSCA ACESSO À FOZ DO AMAZONAS APÓS DESCOBERTA DA PETROBRAS
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