Diário do Amapá - 25/08/2026

Vaquinha eleitoral Até ontem José Dirceu (PT-SP) (30º lugar), que se lançou a federal, conseguiu R$ 58,5 mil, de 286 apoiadores. O federal mais votado do País na última eleição, que tenta reeleição, Nikolas Ferreira (PL-MG) (21º) com R$ 67 mil de 2,3 mil apoiadores. O líder é Renan Santos (Missão), com mais de R$ 1,2 milhão arrecadados de 20,5 mil eleitores. Marcel van Haten, que vai ao Senado, em 2º com 732 mil, de 8,9 mil doações. Pix é do Brasil! A Associação dos Auditores do Banco Central (ANBCB) cobra do Governo e dos candidatos à Presidência que a defesa do Pix seja acompanhada de condições estruturais para os servidores que garantem seu funcionamento. Para a ANBCB, o tema exige estrutura orçamentária, pessoal e valorização profissional. E cita declaração do vice-presidente Geraldo Alckmin, que defendeu o Pix como produto da soberania nacional. Vargas & Co. Ex-líder de Lula e Dilma Rouseff, André Vargas – preso na Lava Jato – tenta voltar à Câmara dos Deputados com apoio da turma de sempre. O advogado Michel Saliba Oliveira (que foi preso há anos suspeito de negociatas contra Eletrobrás e Petrobras) doou R$ 40 mil ao petista. O ex-diretor da Funcef apadrinhado por Vargas, Carlos Borges, depositou modestos R$ 5 mil para a campanha do amigo paranaense. Dia D A Comissão de Valores Mobiliários terá dia decisivo amanhã, quando define o rumo do litígio na Oncoclínicas. O foco está numa reorganização societária de fundo ligado ao Goldman Sachs e Centaurus Capital que teriam bloqueado propositalmente Oferta Pública de Aquisição de Ações da Oncoclínicas pelos minoritários. A malandragem veio com recibo. O fundo Josephina III, do Goldman e Centaurus, acionou pedido de arbitragem dirigido aos veículos da Latache Capital para contestar a OPA. Acorda, CVM Todo o cenário se funde com um bastidor caliente da CVM, cuja Corregedoria do órgão investiga o superintendente de Registro de Valores Mobiliários, Luis M. Sono. Dia 11 de maio ele teria participado de reunião sigilosa com advogados desses fundos que questionam a obrigatoriedade da OPA na Oncoclínicas. E isso foi no mesmo dia em que Sono endossou posição contrária ao recurso dos minoritários que exigem a Oferta. O dinheiro viajou?? Fundador da Carbyne Investimentos, companhia que teve o fundo Mercados Privados com suas contas e demonstrações contábeis reprovadas em assembleia geral de cotistas este ano, Filipe Pires Cerqueira Caldas – genro do empresário Americo Buaiz Filho – é apontado hoje como um dos principais executivos do Fundo Apex Partners. Buaiz, que comanda a Rede Vitória de Comunicação, era o maior acionista individual da Apex Partners até o início de agosto, quando a empresa afastou dois executivos e anunciou ter identificado “inconsistências financeiras” – coisa de R$ 1 bilhão que orbitam em algum lugar. Na plataforma de investimentos, Caldas é CIO, ou Diretor de investimentos, encarregado de gerir os fundos da Carbyne relacionados à Apex. O genro de Buaiz aparece como um dos signatários do acordo entre Apex e CVC, negociação que deu aos capixabas cerca de 15% da famosa operadora de viagens. Neste caso, sua relevância decorre não de participação individual na gigante de viagens, mas da posição que ocupa tanto na Carbyne (responsável pela gestão de fundos da Apex), quanto na própria plataforma de investimentos. As duas companhias atuavam em bloco dentro da CVC. AColuna não conseguiu contato com os citados por ora. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou nesta segunda-feira (24) uma carta aberta aos candidatos a cargos eletivos em 2026 com contribuições para o debate sobre saúde e ciência. A entidade, que tem entre as suas atribuições a produção de vacinas e medicamentos, aponta temas prioritários para orientar as discussões e propostas de campanha. Entre os desafios em saúde citados pela Fiocruz estão a desigualdade no acesso a serviços entre as regiões, as mudanças climáticas, a violência e a desinformação. “Priorizar a saúde exige um olhar que transcende hos- pitais e medicamentos. Implica reconhecer que as condições de saúde são produzidas nas relações entre políticas públicas, formas de organização da vida social, produção do conhecimento, trabalho, ambiente e democracia”, aponta a entidade. No documento, a entidade lista sete prioridades como um “convite ao diálogo” e contribuição ao debate público sobre os rumos do país nas eleições de 2026. “O objetivo é oferecer prioridades para o país, dialogando com a sociedade, com as candidaturas e com as equipes que irão formular propostas para os próximos anos.” Os sete pontos prioritários são: • fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e me- 1 lhorar o cuidado em todo o país; • valorizar quem trabalha na saúde; 2 • produzir mais ciência, vacinas, medicamentos e 3 tecnologias no Brasil; • reduzir desigualdades e proteger as populações 4 em maior situação de vulnerabilidade; • preparar o país para os impactos da crise climática 5 e novas emergências em saúde ou pandemias; • reforçar a confiança pública, enfrentar a desin- 6 formação e ampliar o diálogo entre ciência e sociedade; • defender o desenvolvimento sustentável e o papel 7 do Brasil na cooperação internacional em saúde. ■ POLÍTICAS PÚBLICAS Fiocruz lança carta aos candidatos com temas prioritários da saúde A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publicou nota de alerta so- bre o uso sem indicação e sem acompanhamento médico de medica- mentos da classe dos agonistas do re- ceptor GLP 1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, por crian- ças e adolescentes. Segundo o comunicado, o uso ina- dequado pode aumentar a frequência e a gravidade de eventos adversos. Entre os riscos do uso sem acompanhamento estão déficit de crescimento e desen- volvimento; desidratação e distúrbios eletrolíticos; perda de massa muscular; pancreatite aguda; e problemas na ve- sícula. “O uso com finalidade estética tam- bém pode servir de gatilho para trans- tornos alimentares, como anorexia e bulimia, além de ansiedade e quadros depressivos relacionados à imagem cor- poral”, alertou a entidade. A SBP também contraindica a utili- zação de produtos sem procedência ou registro sanitário, incluindo preparações clandestinas, manipuladas ou importadas sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “As chamadas canetas emagrecedoras não devem ser utilizadas por adoles- centes com peso adequado simplesmente para modificar a aparência corporal ou atingir padrões estéticos”, destacou a nota, ao citar que tais medicamentos têm indicações específicas como obesi- dade e diabetes tipo 2. “Mesmo diante do diagnóstico dessas doenças, a prescrição não é automática”, completou o comunicado. Na avaliação da entidade, antes de decidir pela prescrição, o médico precisa avaliar a resposta da criança ou do ado- lescente a intervenções farmacológicas e não farmacológicas prévias, além da gravidade da doença, da presença de comorbidades, de riscos potenciais, da capacidade de acompanhamento e das expectativas do paciente e da família. “A SBP recomenda, inclusive, subs- tituir a expressão popular canetas ema- grecedoras por medicamentos para tratar a obesidade”, destacou o comunicado, citando que a terminologia é mais precisa por reconhecer a obesidade como doença crônica, além de deixar claro que o ob- jetivo do tratamento envolve melhorar a saúde e a qualidade de vida, não apenas a perda de peso. “Expressões associadas exclusiva- mente ao emagrecimento podem con- tribuir para a banalização do tratamento e reforçar o estigma das pessoas com obesidade que necessitam de farmaco- terapia”, completou a SBP. Eventos adversos A entidade reforça que os eventos adversos mais comuns desse tipo de medicamento são gastrointestinais e tendem a ocorrer principalmente durante o escalonamento da dose. São eles: - náuseas; - vômitos; - refluxo; - azia; - diarreia; - constipação. ■ USO INADEQUADO CANETAS EMAGRECEDORAS: PEDIATRAS ALERTAM PARA RISCO DE USO EM CRIANÇAS V Foto/ Cristian Camilo/Divulgação ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ TERÇA-FEIRA | 25 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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