Diário do Amapá - 27/08/2026

Golpes online Pesquisa online da Nuvidio/Opinion Box, realizada com 1.022 pessoas, sobre Fraudes, Golpes e Segurança no Sistema Financeiro identificou que 91% dos brasileiros estão insatisfeitos com chatbots bancários e 73% demandam tecnologia anti-deepfake para canais digitais. O estudo mostrou que 80% das pessoas já tiveram contato com golpes online e 24% foram vítimas deles. Radiografia do cardápio Estudo da Ipsos-Ipec, encomendado pelo iFood, com 2.400 restaurantes de todo o País, mostra que o uso de serviços financeiros é realidade nos estabelecimentos: 78% dos entrevistados possuem conta bancária ou utilizam serviços de instituições financeiras para o negócio. Outros 22% afirmam que não utilizaram esse tipo de serviço entre setembro, outubro e novembro de 2025; e 19% buscaram algum tipo de financiamento. Sobre traições O presidente do PL em Duque de Caxias (RJ), deputado estadual Marcelo Dino, deixou claro que a votação no Rio de Janeiro tem que ser polarizada. Para ele, que foi anfitrião de carreata para Flávio Bolsonaro na sexta (21), quem vota no Zero Um não pode apoiar o candidato de Lula, o ex-prefeito Eduardo Paes (PSD). “Será uma traição a Bolsonaro”, afirmou Dino. Aliás, o PP do Rio já trocou o candidato do grupo por Paes. Farialimer aloprado Ontem o portal “Metrópoles” soltou matéria sobre o perfil de Vladimir Timerman, o “anti- herói” da Faria Lima, que administra o fundo Esh Capital. De denunciante do caso Master, agora acumula 40 processos criminais por comportamentos nada ortodoxos, nas ruas e redes. O site cita xingamentos e ameaças a desafetos.Em sua “defesa”, Timerman diz que não vai ceder porque “denunciei a maior organização da história do país”…. Candidatos & assaltantes Filha do ex-deputado federal Roberto Jefferson, Cristiane Brasil não chega tão prestigiada ao Democrata Cristão na campanha para deputada federal. A herdeira de um dos delatores mais polêmico do Brasil perdeu o importante número da legenda, o 2727, considerado o mais fácil de memorizar, para o novato William Correia, que lidera um movimento de Vigilância Comunitária contra infratores e assaltantes da Zona Sul. Vaivém do dinheiro Há um novo ciclo do dinheiro no Brasil, em especial nas classes C e D. Estudo do economista e professor da UFRJ Guilherme Klein estima que, embora as .bet tenham gerado cerca de R$ 9 bilhões em arrecadação direta ao Tesouro, a redução da atividade econômica associada às apostas pode ter provocado perda de arrecadação entre R$ 31,1 bilhões e R$ 54,8 bilhões. Ou seja, esses apostadores deixaram de adquirir algo para apostar, e aposta não é investimento. Descontando o que as plataformas recolheram, o efeito líquido aos cofres públicos, segundo o estudioso, ficaria negativo entre R$ 22 bilhões e R$ 46 bilhões. Conforme a Coluna publicou há dias, o Governo abriu canal direto na Saúde para tratamento de ludopatas no SUS. O s jovens brasileiros de 16 a 24 anos apresentaram incidência de tabagismo maior que outras faixas etárias em uma pesquisa do Instituto A.C. Camargo Câncer Center em parceria com a empresa Nexus. Nessa faixa etária, 19% dos entrevistados se declaram fumantes ativos, de cigarros comuns ou eletrônicos, número acima da média nacional (17%) e de todas as outras faixas etárias. A pesquisa entrevistou mais de 2 mil pessoas em todo o país. A faixa entre 25 e 40 anos, por outro lado, apresenta o menor índice de tabagismo, com 15% dos entrevistados de- clarando serem fumantes. Em seguida, surge o grupo das pessoas com mais de 60 (16%), e de 41 a 59 anos (17%). Além disso, os dados apontam que grande parte da po- pulação está exposta aos perigos do tabagismo: cerca de um terço da população brasileira (33%) compartilha frequente- mente ambientes domésticos ou de trabalho com fumantes. A inalação passiva da fumaça eleva as chances de desenvol- vimento de câncer pulmonar, inclusive em indivíduos que jamais fumaram. Segundo Helano Freitas, líder do Centro de Referência de Tumores de Pulmão e Tórax do A.C.Camargo, a incidência do tabagismo entre os jovens entre 16 a 24 anos exige atenção prioritária. O médico ressalta que, conforme levantado na pesquisa, o primeiro contato com o cigarro ocorre, em média, aos 16 anos. Por se tratar de um grupo de adolescentes e jovens adultos bastante vulnerável, há um alto risco de iniciação na dependência sem conseguir deixá-la posteriormente, ainda que as demais idades também necessitem de cuidado. Outras Categorias A população com mais de 60 anos lidera o índice de ex- fumantes, com 32% do total. Em segundo lugar, aparecem pessoas de 41 a 59 anos (15%), de 25 a 40 (10%) e de 16 a 24 anos (8%). Entre as regiões do país, o consumo de cigarro é superior no Sul (22%), seguido do Sudeste (19%), Nordeste (13%) e Norte/Centro-Oeste (13%). ■ HÁBITOS PREJUDICIAIS Tabagismo é maior entre jovens de 16 a 24 anos, alerta pesquisa A Proposta de Emenda àConstituição 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, entrou na pauta de votação da Comissão de Consti- tuição e Justiça (CCJ) do Senado, com reunião marcada para próxima quarta- feira (2). A informação foi confirmada pela assessoria do presidente daComissão, o senador Otto Alencar (PSD-BA). APEC, de autoria do Poder Executivo, endurece regras para chefes de facções criminosas e estabelece novo pacto fede- rativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil. O relator damatéria, senador Rogério Carvalho (PT-SE), publicou o parecer na terça-feira (25) e manteve, na íntegra, o texto aprovado naCâmara dosDeputados. Segundo ele, a intenção é não “atrasar a votação da matéria”, porque alterações na proposta exigiriam uma nova análise da Câmara. No parecer, o relator RogérioCarvalho argumenta que a PEC propõe “ampla re- forma constitucional da política criminal, da organização policial, da atividade de inteligência, do sistema penitenciário, dos mecanismos de controle institucional e do financiamento do setor”. O senador sergipano cita o avanço das facções criminosas no Brasil, pormeio da “expansão do controle territorial”, como justificativa para alterar o pacto federativo sobre a segurança pública que, segundo ele, se mostrou “frágil” diante da nova realidade do crime. “Seumodelo altamentedescentralizado, emque a política de segurança foi condu- zida pelos governos estaduais semqualquer tipo de governança ou diálogo interfede- rativo, teve o efeito de permitir que facções, gestadas inicialmente no interior dos pre- sídios estaduais e enraizadas emterritórios vulnerabilizados, tornassem-se problema até mesmo de política internacional”, es- creveu o relator. A PEC da Segurança A PEC propõe, entre outras medidas, a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública. A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “emregimede cooperação federativa” e “pormeioda atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema. “Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão emregime de coo- peração federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto. Facções e fundos A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções emilícias, como prisão emuni- dades de segurança máxima e restrição ou vedação à progressão de penas. A PEC ainda amplia atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), prevê a criação de polícias municipais e aumenta a vinculação do orçamento público para segurança pública. ■ ‘REFORMA CONSTITUCIONAL’ CCJ DO SENADO PREVÊ VOTAÇÃO DA PEC DA SEGURANÇA NA PRÓXIMA SEMANA V Foto/ Carlos Moura/Agência Senado ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 27 DE AGOSTO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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