Diário do Amapá - 29/08/2026

| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 29 DE AGOSTO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA N aquelas dias quentes do interior do Maranhão, um menino de olhos brilhantes sonhava em meio à poeira e à luta. A casa onde cresceu era pequena, simples e abarrotada de pessoas, sempre repleta de risos infantis e de lágrimas silenciosas. O abandono do pai deixara uma marca profunda, um eco de solidão que reverberava entre as paredes de barro. Com muitas bocas para alimentar e sonhos a serem tecidos, a infância foi um campo de batalhas diárias, onde a pobreza não era apenas uma condição, mas um modo de vida. As lembranças dançavam em sua mente como folhas secas ao vento: as vezes em que a mãe, com mãos calejadas, tentava fazer mágica com o que tinha. A comida era escassa e o amor, abundante. Ainda permeia a sua mente, a lembrança do cheiro do feijão cozido, da farinha de mandioca que, misturada com um pouco de água, virava a refeição do dia. A luta pela sobrevivência moldou seu caráter, forjando um homem resiliente, pois, dentro dele havia uma chama acesa, um desejo de ir além, de romper as correntes que o prendiam àquela realidade. A adolescência trouxe novos desafios. O corpo crescia, mas a insegurança o acompanhava como uma sombra. Ele tentava entender o mundo ao seu redor, buscando uma identidade em meio ao caos. As dúvidas eram muitas, e a solidão parecia se agravar. Contudo, aos 17 anos, a vida lhe ofereceu um respiro. O encontro com Jesus foi como uma luz em meio à escuridão. A fé se tornou a âncora que o sustentava, proporcionando um propósito ao qual poderia se agarrar. Ele deixou de ser apenas um jovem perdido e passou a ser um homem de fé, construindo um alicerce sólido para seu futuro. Aos 20 anos, o amor entrou em sua vida como uma tempestade refrescante. Conheceu a mulher que se tornaria sua esposa, e com ela, a esperança floresceu. O amor transformou sua realidade, trazendo cores vibrantes à sua existência. Aos 22 anos, aconteceram três coisas indescritíveis, se casou com o seu grande amor, tornou- se pai um ano depois, e assumiu a primeira Igreja. Esse momento foi a coroação da sua transformação. Aos 25 anos, decidiu que sua jornada espiritual não poderia ter fim. Iniciou sua formação teológica, um passo que o levaria a se tornar pastor aos 30 anos. Seu retorno do seminário foi um recomeço, que encontrou em um amado e respeitado pastor o acolhimento que necessitava, acreditou em seu potencial, investiu em sua vida comunicando-lhe um caráter firme e uma postura resiliente. Entre os 30 e 47 anos, sua vida se tornou ummosaico de conquistas. Decidiu expandir seus horizontes, cursou pedagogia e direito. Assumiu uma igreja amorosa e aco- lhedora, tornou-se advogado, e se tornou o instrumento da construção de um grande templo. Completou Bodas de Prata com sua amada, tornou-se avô, e isso trouxe uma nova dimensão de alegria e amor à sua vida. Ele fi- nalmente estava vivendo os melhores dias de sua existência, rodeado por uma família que o ama e que admira sua trajetória. Agora, à beira dos 48 anos, a contagem regressiva em direção ao seu primeiro meio século se intensifica. No próximo dia 02 de setembro, ele não celebrará apenas mais um ano de vida, mas a soma de todas as suas histórias: as dificuldades superadas, o amor conquistado e as conquistas alcançadas. A expectativa é palpável, e os planos para o futuro ganham vida. A publicação de seu primeiro livro solo é um sonho que está prestes a se concretizar, pois, como seu mestre, escrever sempre foi uma forma de expressar suas vivências e de compartilhar sua mensagem de fé e esperança com o mundo. Os sonhos ainda não alcançados ainda fazem brilhar os seus olhos, pois, se vê rodeado pelas pessoas que ama: sua família, igreja e amigos, e especialmente sua mãe, que lhe prometeu viver até os 93 anos, como uma bênção que se perpetua. Assim, a contagem regressiva se transforma em um hino de esperança. Não como um relógio que aponta para o fim do tempo, mas, como uma contagem que acelera a conquista dos próximos sonhos e aproxima ainda mais as pessoas que ama. Por isso, a vida, com suas nuances de desafios e alegrias, é um presente que deve ser celebrado. Afinal, os melhores dias ainda estão por vir, e ele está determinado a vivê-los com toda a intensidade que a vida lhe oferece. ■ CONTAGEM REGRESSIVA: A jornada de um sonhador Os sonhos ainda não alcançados ainda fazem brilhar os seus olhos, pois, se vê rodeado pelas pessoas que ama: sua família, igreja e amigos, e especialmente sua mãe, que lhe prometeu viver até os 93 anos, como uma bênção que se perpetua. Tecnologista Sênior E-mail: mariosaturno@uol.com.br E m 2019, diversos cientistas liderados pelo chefe de Ciências da Terra do Museu de História Natural, Professor Richard Herrington, enviaram uma carta ao Comitê de Mudanças Climáticas alertando que se os 31,5 milhões de carros do Reino Unido forem substituídos por veículos elétricos até 2050, como planejado pelo governo, isso gerará uma demanda de quase o dobro do fornecimento global anual atual de cobalto. Por enquanto, tanto a mineração, quanto a indústria tem dado conta. Os pesquisadores também calcularam que, com base na mais recente tec- nologia de bateria de lítio NMC 811 (cátodo feito com 80% de níquel, 10% de cobalto, 10% de manganês), a demanda do Reino Unido por baterias de veículos elétricos exigirá três quartos do lítio do mundo e o dobro da produção anual mundial de cobalto. Hoje, mais de 80% da energia consumida pela humanidade provém de fósseis, como petróleo, gás natural e carvão. A eletricidade é a forma de energia que dominará o futuro, gerada pelo sol e pelos ventos principalmente. Estima-se que até 2040, 40% do consumo energético será na forma elétrica. Com isso, estimam que a energia necessária para minerar materiais para baterias de veículos elétricos consumirá 22,5 TWh (TeraWatt-horas), o equivalente a seis por cento do consumo elétrico anual atual do Reino Unido. Só a mineração dos materiais de bateria para substituir os dois bilhões de carros no mundo exigiria quatro vezes a produção elétrica anual total do Reino Unido. Inviável em qualquer cenário. Em outras palavras, embora o carro elétrico seja uma solução para o problema do consumo de energia fóssil e poluição, não é possível a médio prazo. Ou seja, é preciso buscar outras soluções complementares, como reduzir o uso dos carros, promovendo políticas públicas de transporte público, facilitação do uso de bicicletas, elétricas ou não e caminhadas a pé. Caminhar faz bem não somente à saúde f ísica, mas também a mental. Lembro até hoje quando resolvi abandonar o ônibus e ir a pé até a Universidade Federal de São Carlos de 1982 a 1984. Eram duas caminhadas de meia hora, dedicada ao Terço e à re- flexão. Porém, o carro elétrico não precisa ser dependente de bateria, há a alternativa do hidrogênio, ou seja, e eletricidade vem de uma célula de combustível. O gás hidrogênio é armazenado no tanque de combustível. Na célula, ele reage com o oxigênio da atmosfera, produzindo energia elétrica, calor e água. O calor e a água saem do cano de escapamento como vapor de água e a eletricidade vai direto para o motor. Certamente, um passo intermediário, por duas ou três décadas, será substituir motores comuns dos ônibus, caminhões e carros por motores híbridos, muito mais eficientes e leves. Somente esta medida representa uma economia de 30% dos combustíveis. O uso de álcool também contribuiria muito. Enquanto omundo civilizado organiza-se e planeja, o que nossos governantes e políticos representantes estão fazendo? Estão elaborando políticas públicas facilitando a solução? Ou são parte do problema, como muitos foram durante a pandemia? ■ Certamente, um passo intermediário, por duas ou três décadas, será substituir motores comuns dos ônibus, caminhões e carros por motores híbridos, muito mais e)cientes e leves. Somente esta medida representa uma economia de 30% dos combustíveis. Carro elétrico? MARIO EUGENIO E-mail: drrodrigolimajunior@gmail.com . Teólogo, pedagogo e advogado RODRIGO LIMA JUNIOR

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