Diário do Amapá - 29/08/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 29 DE AGOSTO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS ASSIM - Desde 2015, decisão do STF proíbe financiamento privado por empresas aos partidos políticos, mas por outra ponta admite doações de pessoas físicas a eles. ■ ARMAS - As forças federais são compostas de militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica… Por essa razão, cabe ao Plenário do TSE apenas aprovar ou não necessidade do apoio nas eleições. Em seguida, pedidos aprovados são encaminhados ao Ministério da Defesa, que se encarrega do planejamento e execução das ações. ■ Experiência Consciente de que sabatina não é comício, nem microfone palanque, candidata Alliny Serrão, sabatinada na Diário FM, apresentou suas ideias para o julgamento do eleitor. Primeira mulher Ela, deputada estadual, tornou-se a primeira mulher a presidir a Assembleia Legislativa do Amapá… E na sabatina desta sexta, 28, teve a oportunidade de explicar como pretende transformar essa experiência numprojeto para o Senado, emBrasília. Política Bruno Dantas confirma saída do TCU e abre caminho para Rodrigo Pacheco. Ministro comunicou decisão ao presidente da Corte, Vital do Rêgo, mas ainda não definiu a data da renúncia. O nome de Pacheco conta com o apoio do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Depois de Acácio Favacho (MDB) e Alliny Serrão (União Brasil), próximo candidato ao Senado da República a ser entrevistado no Sistema Diário de Comunicação será Professor Uzian Pinto, do Democracia Cristã. MPE tem contestado na Justiça 974 registros de candidatura em todo o país para eleições 2026. No Amapá, contestações são 17. Contra Entre problemas apontados pelo MPE, em pedidos de impugnação de candidaturas, destacam-se condenações criminais, improbidade administrativa, abuso de poder político e econômico, envolvimento com organizações criminosas, falta de filiação partidária e quitação eleitoral, entre outros. Motivos Cerca de R$ 5 bi do chamado Fundo Eleitoral é quanto receberão os 30 partidos registrados no TSE para fazer suas campanhas em 2026. Dois por cento são distribuídos igualitariamente entre legendas; restante é dividido de acordo com tamanho das bancadas no Congresso. Dindim TSE aprovou nessa quinta, 27, forças federais para reforçar segurança e garantir ordem nos municípios de Tocantins, Piauí, Ceará, Acre e Rio de Janeiro no 1º turno das Eleições Gerais de 2026, marcado para 4 de outubro. Recurso Na estreia do senador RR no horário eleitoral, nesta sexta, 28, presidente Lula declarou apoio explícito ao companheiro de longos anos no PT, o jovem que lidera governo no Congresso Nacional. Peso Da dinheirama do Fundo Eleitoral liberada para partidos, PL, por ser o maior do país, recebe cerca de R$ 880 milhões; PT, segundo maior, R$ 615 milhões. Majoritários Sequência Alliny Serrão, que tem Jaime Nunes e Pastor Miguel como suplentes, botou boca no trombone em sabatina nesta sexta, 28, na Diário FM, contando tintim por tintim sobre o que pensa fazer no Senado, caso venha a ser eleita. Entrevista Com bandeiras e bandeirolas, não faltou torcida organizada em frente ao prédio-sede da Diário FM, no centro, nesta sexta, 28. Ajudada pelos alto-falantes, cantarolando jingle de campanha de Aliny Serrão, enquanto a candidata era sabatinada no ‘LuizMeloEntrevista’, na Diário FM… Sobre o que fazer e como fazer se eleita para o Senado Federal, em 4 de outubro. Tranca rua E stamos diante de um Brasil onde o sonho do crescimento parece cada vez mais distante. A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e o SPC Brasil trouxeram dados que, se lidos com um olhar crítico, mostram que estamos vivendo uma ressaca econômica das grandes. Em setembro de 2024, a busca por crédito despencou 3,66% emrelação ao mesmo mês do ano passado. Isso mesmo, o em- presário médio, aquele que ainda resiste a abrir o caixa, está retraindo os investimentos, e o consumidor comum evita o que era uma “compra parcelada” agora chamada de “dívida”. O que mais chama a atenção aqui não é só o recuo nas consultas, mas o que isso significa para o cenário econômico comoumtodo. Os juros estão empatamares elevados – a taxa Selic ronda os 10,75% –, e a inflação anda num sobe-e-desce que mais parece montanha- russa. Como dólar disparando, o sinal que se acende é claro: omercado está commedo, os investidores estão receosos, e, sinceramente, é dif ícil imaginar que o cenário vá melhorar a curto prazo. Aqueda na busca por crédito não é só umnúmero, é um reflexo direto de um mercado exaurido, de famílias endividadas e de empresários que olhampara o futuro commais dúvidas do que certezas. E por que tudo isso? Porque o crédito, aquele que impulsionava a economia de consumo, ficou caro demais. Numpaís onde mais de 30% dos consumidores têm restrições no nome, o apetite por novos financiamentos, em- préstimos ou qualquer outra linha de crédito mur- chou. A situação fica ainda mais preocupante quando percebemos que, mesmo entre aqueles que ainda buscam crédito, os resultados são tímidos: só 0,93% realmente conseguiram fechar alguma transação. E veja só, a maioria esmagadora desses fechamentos, 76,53%, foram empréstimos. O brasileiro está com tanta confiança na economia quanto umpescador em alto-mar antes de uma tempestade. E se a confiança não volta, o consumo fica onde está: no mínimo. No meio disso tudo, o alerta do SPC Brasil não é uma mera formalidade: a inadimplência está alta e limita aindamais a capacidade de crédito. As instituições financeiras, já de olho nas possíveis ondas de calote, ficaram criteriosas. E quem pode culpá-las? A pers- pectiva de juros altos continua, o consumidor se retrai e o empresário olha para a política econômica com receio de cada novo anúncio. Estamos assistindo ao fenômeno de um Brasil pa- ralisado. O Sudeste, que normalmente puxa o cresci- mento nacional, teve amaior participação nas consultas de crédito, com 47,20%, mas mesmo lá o otimismo desaparece na mesma velocidade com que o crédito se torna inacessível. Em outras palavras: um gigante com os pés de barro, onde a base econômica já não sustenta o ritmo que o país precisa para crescer. Ninguém precisa de uma bola de cristal para ver que, se algo não mudar, a retração do crédito será só o começo. A economia parada só deixa um cenário de mais dívidas e menos crescimento. Ou, quem sabe, de um "Brasil que não quer saber" – um país onde todos têm opinião sobre tudo, mas onde o debate sério e os investimentos de verdade são cada vez mais raros. ■ O Brasil endividado, o freio na economia e a fuga de crédito E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIO JOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo
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