Diário do Amapá - 09/09/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 09 DE SETEMBRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS LIVRO - Professor de francês em Oiapoque, pernambucano Luiz Carlos Santana, que na literatura assina como Luís Fulano de Tal… Lança obra ‘O túmulo do candango desconhecido’, dando rosto e humanidade aos brasileiros que ergueram o centro do poder brasileiro com suor, sangue e desilusão. ■ FLUXO - Jornalista Mônica Nascos, em levantamento junto a autoridades de ambos os lados, divulga que entre 31 de julho e 31 de agosto do corrente ano 139 brasileiros entraram na Guiana Francesa, 55 retornaram para o Brasil, 10 veículos ingressaram e 4 deixaram o território francês – retrato inicial da nova mobilidade regional na fronteira de Oiapoque com Guiana Francesa. ■ Preparada Juíza Jô, do partido Democracia Cristã, foi a sabatinada desta terça, 8, na rodada de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Amapá. Moderada, prudente e cautelosa, demonstrou ter capacidade para exercer mandato, caso eleita. Inclusão Projeto de Davi Alcolumbre, aprovado pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática, promove interiorização dos investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação na região amazônica. Lucas Barreto, do PSD, que tenta reeleição ao Senado, nesta quarta, 9, finca cotovelos na bancada do LuizMeloEntrevista (Diário 90,9) para dizer o que fez nestes 8 anos de mandato… E o que fará, em outros oito, se sufragado nas urnas. Alliny Serrão e André Abdon trocam figurinhas e selam acordo conjugando verbo apoiar… ‘Eu te apoio, tu me apoias’ - para o Senado e Câmara Federal, nessa ordem. Fechados Quinta-feira, 10, será a vez do senador Randolfe Rodrigues ser sabatinado pelo Sistema Diário de Comunicação como parte das entrevistas programadas apenas com candidatos à Câmara Alta. Campanha Sob pressão, Fachin avalia substituir Mendonça em relatoria dos casos Master e INSS. Conflito institucional foi agravado por decisão de Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Política Dependências da sede do PT foram depredadas, à noite de segunda para terça, 7 pra 8. Presidente Renato Ataíde tomou providências policiais e partido aguarda resultado de apuração dos fatos. Violência “Não se trata de ampliar benefícios fiscais e creditícios previstos em lei, mas de reconfigurar distribuição geográfica de suas contrapartidas privadas, em consonância com princípio constitucional de redução das desigualdades regionais”, declaração de Flávio Arns, relator do projeto de lei do colega Alcolumbre, aprovado na Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática do Senado. Justificativa MP-AP recomenda que Câmara de Macapá suspenda proposta de emenda à lei orgânica, que disciplina vacância dos cargos de prefeito e vice-prefeito. Iniciativa dos vereadores seria para normalizar incômoda situação na gestão do município. Mas MP alega que autonomia municipal não pode converter mecanismo provisório de continuidade administrativa em forma de provimento definitivo de um mandato eletivo sem eleição. Questão Entrevista Candidata do DC ao Senado, Juíza Jô na fotografia com a equipe do ‘LuizMeloEntrevista’, depois da sabatina a que foi submetida nesta terça, 8, na Diário FM. Mútuos afagos Entre gestos de reconciliação e conveniência política, Lula e Davi Alcolumbre voltam a respirar o mesmo ar. O reatamento dos laços de carinho e respeito mútuo marca uma nova fase na relação entre o Planalto e o Congresso Nacional. Mãos dadas H á pouco tempo, o Brasil acompanhou a briga de uma família famosa. O cantor Fiuk revelou que está quebrado, cheio de dívidas, e esperava que o pai, o Fábio Jr., pagasse a conta. Quando o pai disse não, o =lho rompeu com ele e com a irmã Cleo Pires. E soltou a frase que virou manchete: “Meu pai me deserdou”. E aqui eu preciso parar um instante, porque essa história não é sobre celebridade, é sobre o que eu vejo todos os dias como advogado do meu escritório. Eu sou advogado de família e sucessões. E posso ga- rantir: o caso Fiuk não é exceção, é retrato. Todos os dias, pais chegamatémimcomomesmo desabafo: “Doutor, eu trabalhei a vida inteira para dar tudo ao meu =lho. E ele não saiu da minha casa, não se sustenta, e só me procura quando precisa de dinheiro”. E aí vem a parte que mais dói. Muitos desses =lhos não estão de olho no pai. Estão de olho no que o pai vai deixar. Agora, olha o contraste com a nossa geração que brincava na rua, que esperava a foto ser revelada, que aprendeu que nem tudo é imediato, que foi educada a cumprir a palavra, a cuidar do que é seu e a consertar os brinquedos quando quebravam. Uma geração que construiu o próprio caminho. A geração de hoje, emmuitos casos, não aprendeu a esperar nem a se sustentar. Cresce na casa dos pais, com a conta bancária ainda dependendo da família, e projeta no patrimônio dos pais a solução para os próprios problemas. A herança deixou de ser um complemento. Virou o objetivo. E aqui eu falo como advogado, para te dar o alerta jurídico: pai, você não é obrigado a sustentar o =lho adulto para sempre. Mas o alerta maior eu falo como pai, porque a maior herança que você pode deixar para o seu =lho não é o dinheiro, é a autonomia, é ensinar o =lho a cair e levantar sozinho. É dizer não quando não é ne- cessário, mesmo doendo. E é aqui que eu quero que você volte comigo para o caso do Fiuk. Repara numa coisa: ele não rompeu com o pai porque foi humilhado, nem porque foi traído. Ele rompeu porque o pai disse não, disse não ao dinheiro. E o =lho entendeu esse “não” como abandono. Mas eu pergunto: Pai, será que foi o pai que aban- donou ou o =lho que nunca apreendeu a andar sozinho? O Fiuk tem 35 anos. Trinta e cinco. E a crise dele não começou quando o pai negou o socorro, começou muito antes... Começou no dia em que ele cresceu achando que a segurança dele morava no bolso do pai, e não na própria capacidade de se sus- tentar. E é por isso que eu digo com a autoridade de quem assina inventário todos os dias: o =lho que espera a herança para se sentir seguro já está, na ver- dade, deserdado. Deserdado da coisa mais valiosa que um pai pode deixar – a autonomia. A minha geração aprendeu a esperar. A geração de hoje precisa reaprender a construir. E o Fiuk, no meio toda essa dor, ainda tem tempo de aprender. Você, que é pai, também tem. N Não espere o rompimento para agir. Eduque hoje, porque amanhã pode ser tarde demais. E aí, como no caso que o Brasil inteiro está vivendo, o que vai sobrar não é uma família, é uma herança semherdeiros, e um =lho sem pai. ■ Geração que espera a herança E-mail: diario-ap@uol.com.br JORGEANAICE Advogado e Jornalista
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