Diário do Amapá - 11/09/2026
| OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 11 DE SETEMBRO DE 2026 2 LUIZ MELO Diretor Superintendente ZIULANA MELO Diretora de Jornalismo Circulação simultânea em Macapá, Belém, Brasília e em todos os municípios do Amapá. Os conceitos emitidos em artigos e colunas são de responsabilidade dos seus autores e nem sempre refletem a opinião deste Jornal. Suas publicações são com o propósito de estimular o debate dos problemas amapaenses e do país. O Diário do Amapá busca levantar e fomentar debates que visem a solução dos problemas amapaenses e brasileiros, e também refletir as diversas tendências do pensamento das sociedades nacional e internacional. MÁRLIO MELO Diretor Administrativo DIÁRIODECOMUNICAÇÕES LTDA. C.N.P.J: 02.401.125/0001-59 Administração, Redação e Publicidade Avenida Coriolano Jucá, 456 - Centro CEP 68900-101 Macapá (AP) - Fone: 96-3084-2216 www.diariodoamapa.com.br COMPROMISSOCOMANOTÍCIA D esde o natal de 2020, procuro convencer a imprensa e políticos dos Estados Unidos a promover um acordo mundial, Projects for Peace, transferindo verba militar anual para financiar a transição energética, de fóssil para verde. Com a COP-30 acontecendo no Brasil, além dessa proposta, governos e parlamentares deveriam dar o exemplo promovendo nas suas regiões projetos sustentáveis de baixo custo. Muito pode ser feito, a primeira coisa deveria ser criar uma rede de ge- renciamento, organizando os projetos sustentáveis existentes ou a criar, uma rede de professores e treinadores voluntários e pagos e uma rede de financiamento envolvendo doadores. Um primeiro projeto poderia ser o aquecedor solar caseiro, feito com canos de PVC, garrafas PET, pintados de preto, ou espelhos comuns. A Embrapa Agroenergia publicou um guia técnico sobre a construção de um concentrador solar de baixo custo, que utiliza materiais simples, como espelhos planos, para aquecer água ou alimentos, sendo ideal para aplicações em áreas rurais com alta incidência solar. Já os alunos da Universidade Vale do Rio Verde (UninCor) desenvolveram um aquecedor solar utilizando materiais recicláveis como garrafas PET e caixas Tetra Pak. Na UNESP (Universidade Estadual Paulista), desenvolveram um manual para construção de aquecedores solares reciclando materiais. Também encontramos iniciativas se- melhantes na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e outras instituições. Um segundo projeto pode ser a compostagem doméstica que utiliza baldes ou caixas recicladas. Essa iniciativa reduz o lixo orgânico e gera adubo para plantas. Fontes de financiamento poderiam promover Centros de CompostagemComunitária, incluindo minhocário e treinamento para mora- dores. E, adjunto a este, podemos ter o terceiro projeto, uma horta urbana em pequenos espaços, nas casas, apartamentos, escolas terrenos baldios, etc., utilizado caixotes, garrafas PET e pneus. Em um país que ainda passa fome, não sei por que o Minha Casa, Minha Vida não entrega a moradia com um vaso com alguma árvore frutífera. Ainda nesse tema, o quinto projeto é a captação de água da chuva, uma solução para as regiões áridas, mas também para as cidades que logo terão problemas de abastecimento. Existem muitos projetos de baixo a médio, usando tambores, calhas e filtros simples. Os prédios dos três poderes deveriam instalar e dar o exemplo (ser um "case" local). Prédios novos deveriam ser obrigados ter instalações separadas para utilizar a água captada para limpeza, irrigação e descarga. O sexto projeto é uma fábrica de sabão ecológico feito com óleo de cozinha usado. Esta iniciativa pode ser desenvolvida agregando pessoas em torno de igrejas e associações para se obter melhores resultados em qualidade e custos. O sétimo projeto pode ser a orientação de aproveitamento de iluminação solar durante o dia e utilização de lâmpadas solares com sensor de presença para iluminação externa, pois estão baratas e são eficientes. Outros projetos sustentáveis ainda podem ser acrescidos pelo leitor, como tijolos ecológicos e recuperação de nascentes. ■ Projetos sustentáveis baratos O sexto projeto é uma fábrica de sabão ecológico feito com óleo de cozinha usado. Esta iniciativa pode ser desenvolvida agregando pessoas em torno de igrejas e associações para se obter melhores resultados em qualidade e custos. MARIO EUGENIO E-mail: mariosaturno@uol.com.br Tecnologista Sênior C omeçam as campanhas de vacinação contra a raiva. A época foi escolhida em homenagem ao cientista francês, Louis Pasteur, criador da primeira vacina contra a raiva, que morreu em 27 de setembro de 1895. A iniciativa é da Aliança Global para o Controle da Raiva, instituição com o objetivo de criar consciência, promover a prevenção e o tratamento da doença em humanos e animais. A raiva humana, hidrofobia, no Brasil é uma doença endêmica. No Sul, praticamente desapareceu. No Norte e Nordeste ainda são notificados casos transmitidos por animais domésticos ou silvestres. Para ocorrer o contágio, além da mordida basta um contato com a saliva do animal doente. O cão e o gato são os principais transmissores da doença nos ambientes urbanos. No rural, também os morcegos. De acordo com os sintomas apre- sentados, a doença pode manifestar-se de duas formas diferentes: raiva furiosa ou raiva muda. A melhor forma de prevenção da hidrofobia é manter, em dia, a vacinação de animais. A primeira dose deve ser aplicada aos três meses de idade e, depois, uma vez por ano, todos os anos. A vacina é gratuita e oferecida pelos órgão públicos de saúde. Como temos observado, há outra espécie dessa mesma doença que tem crescido e infelicitado famílias, círculos de amizade, colegas de estudo e trabalho, vizinhos e por aí vai o seu alcance. É a raiva emocional. E não há vacina, embora haja remédio. Este tipo de raiva é umestadomomentâneo de nervosismo intenso diante de alguém que pode provocar ataques de agressividade verbal, ou até f ísica. Esta emoção nasce de um bloqueio, surge frente a um obstáculo insuperável. Em geral, é causada pela verdade. A reação do corpo, a partir da raiva, é de dese- quilíbrio emocional. As consequências da raiva como sentimento são: violência, agressão f ísica ou verbal; sempre gerando péssima conduta. A raiva acelera o cérebro de tal forma que perdemos o equilíbrio, e a energia se espalha desordenadamente. Interessante observar que sem inteligência emocional a raiva é destruidora, porém se administrada corretamente pode ser um alerta sobre nosso mundo interno e al- gumas necessidades que estamos deixando de lado. Viver frustrações faz parte da vida, como ganhar e perder. Quando ainda crianças, se não entendemos e superamos normais decepções há o risco de sermos adultos intempestivos, irritados, raivosos, violentos. Pessoas de "pavio curto" que não hesitamemexplodir quando são contrariadas nas suas certezas - que são versões dos fatos, não a verdade. Isso deixa bem claro que, nesses casos, cabe amadurecer a capacidade de resistir às frustrações de haver errado e aceitar ser, naturalmente, criticado por isso. Só assim o nível de raiva tende a diminuir. Claro que há fatores geradores de compreensível insatisfação: ter consciência de que não está preparado para exercer uma determinada responsabilidade; estar cercado de pessoas incapazes; não saber dialogar; ter preconceitos e discriminar pessoas contra as quais não há razões para atacar; desejar ser amado por todos, mas não merecer tal reciprocidade. E muitos outros motivos. Pois é... Seja qual for o tipo de raiva, é preciso - nesta época dedicada ao combate dela -, conhecer os cuidados preventivos elementares: Não chegar perto de cães, gatos, morcegos e pessoas desconhecidos, feridos ou que estejam se alimentando - mesmo que tenham a aparência de mansos; Respeitar os espaços em que vivem mamíferos silvestres e urbanos que podem ser re- servatórios naturais de problemas; Não apartar brigas entre animais, incluindo de familiares próximos e parceiros; Não mexer com fêmeas e suas crias; e Utilizar guias curtas, coleiras e focinheiras nos animais que demonstrem agressividade. ■ Isso deixa bem claro que, nesses casos, cabe amadurecer a capacidade de resistir às frustrações de haver errado e aceitar ser, naturalmente, criticado por isso. Só assim o nível de raiva tende a diminuir. Raiva além da hidrofobia E-mail: agata@viveiros.com.br Jornalista RICARDOVIVEIROS
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