Diário do Amapá - 11/09/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 11 DE SETEMBRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CRIME - Quatrocentos e setenta e nove trabalhadores foram resgatados por operação conjunta em condições análogas à escravidão no Brasil, em agosto. No Amapá, independente da operação, há registros de fiscalizações e flagrantes desse tipo de trabalho em garimpos, área rural e locais urbanos de descarte de resíduos. ■ SUBMISSÃO - Patrões brasileiros, infelizmente, segundo flagrante de instituições, gostam de explorar migrantes necessitados, fazendo-os escravos: Operação Resgate, em agosto, flagrou, como cativos, migrantes da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Venezuela, Burkina Faso, Senegal e Guiné-Bissau. ■ Assertiva Senador Randolfe afirma que o “Congresso não é clube de amigos” e que o debate eleitoral deve ser sobre quem estará preparado para representar o Amapá diante dos grandes desafios e oportunidades que estão por vir. Ajuda A boa nova dada pelo prefeito Bala Rocha: cada família das casas destruídas pelo incêndio no Ambrósio, recentemente - 31 ao todo -, vai receber R$ 9 mil da Prefeitura de Santana a título de ‘auxílio moradia’ - mas em 6 parcelas iguais. Sistema Diário de Comunicação fechará entrevistas com candidatos do Amapá ao Senado, de acordo com sorteio, segunda-feira, 14, ouvindo Hélio Palheta, do Partido da Causa Operária. Capi e Camilo, pai e filho juntos, postam nas redes sociais dificuldades de se fazer campanha eleitoral em muitas paragens do Amapá, dando como exemplo a Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru, no sul do estado. Esforço Fachin recebe Moraes, Mendonça, Toffoli e Gonet antes de julgamento no STF sobre conduta de ministro. Conversas individuais Rádio Difusora de Macapá, a Velha Boa, faz nesta sexta, 11, 80 anos nos ares da Amazônia, a partir do Amapá. Berço “Uma infinidade de obras construídas ao longo destes anos”… Do senador Randolfe, ao falar de sua atuação na Câmara Alta, destacando, contudo, que melhor que fez foi lutar para inclusão de quase oito mil servidores no quadro funcional da União. Transposição MP do Amapá e Polícia Científica discutem regulação do CNMP na investigação de morte e outros crimes em intervenções dos órgãos de segurança. Razões da iniciativa são altos índices de óbitos em ações policiais no país, especialmente no Amapá, além da atribuição do MP de controle externo da atividade policial. Plantão Último Para ser entrevistado na Diário FM, nesta quinta, 10, senador Randolfe declinou de convocação do presidente Lula para em BSB, no mesmo horário, tratar da campanha nacional do PT. Opção “Tenho respeito pelo colega, mas também divergências. Por exemplo, eu defendo o trabalhador, ele o patrão”… De RR em relação ao antigo aliado Lucas Barreto, do PSD, e também na briga pela reeleição. Contrários E xiste uma espécie de esperança silenciosa que acompanha muita gente pela vida. A sensação de que, em algum momento, tudo vai mudar. Quando terminar o trabalho. Quando sobrar dinheiro. Quando os filhos crescerem. Quando a casa estiver em ordem. Quando chegar a aposentadoria. Quando finalmente houver tempo. E assim os anos passam. Apessoa trabalha, paga contas, reclama do trânsito, acompanha as notícias, planeja uma viagemque nunca acontece e promete a si mesma que, no próximomês, vai começar a viver um pouco mais. Talvez esse seja um dos maiores enganos da vida adulta. Imaginar que a vida começa depois que os problemas terminarem. Só que eles não terminam. Enquanto esperamos pela grande mudança, dei- xamos de perceber uma coisa bastante simples.Muitas vezes, não precisamos mudar de país, de emprego ou de cidadepara começar a viver deoutro jeito. Precisamos mudar a maneira como ocupamos o lugar onde já es- tamos. Há uma parcela enorme da sociedade que conhece muito pouco da própria cidade. Nunca entrou na pre- feitura. Não sabe como funciona uma Câmara Muni- cipal. Nunca passouuma tarde numa biblioteca pública. Conhece o nome de determinados lugares, talvez até saiba onde ficam,mas nunca teve curiosidade suficiente para atravessar a porta. Há pontos turísticos que recebem visitantes de longe enquanto moradores passam anos sem conhe- cê-los. São Paulo talvez seja um dos melhores exemplos. A cidade oferece restaurantes de praticamente todos os cantos domundo, museus, teatros, parques, centros culturais, mercados, bairros históricos e experiências que poderiam render dezenas de fins de semana dife- rentes. Museu do Ipiranga, Museu da Língua Portu- guesa, Mercado Municipal de São Paulo, Parque Ibi- rapuera e tantos outros lugares estão ali. E quantos paulistanos realmente os conhecem? O curioso é que caravanas atravessam o país para conhecer os estúdios do SBT, assistir às gravações e experimentar a curiosidade de participar de um pro- grama de televisão. Há gente que viaja horas por isso. Enquanto isso, muitos moradores da própria cidade jamais passaram sequer diante dos estúdios. É assim também com a vida. Desejamos conhecer omundo,mas nãoconhecemos a nossa rua. Sonhamos morar fora do Brasil e per- guntamos quanto ganharemos lá, mas raramente per- guntamos quanto custará viver longe de tudo aquilo que conhecemos. Porque existe uma verdade incômoda. Mudar de endereço não muda automaticamente a vida. Você pode atravessar o oceano e levar consigo a mesma pressa, os mesmos pensamentos, os mesmos hábitos e a mesma incapacidade de descansar. Chega uma hora emque é preciso parar de esperar pela vida ideal e começar a construir uma vida possível, interessante e presente. Talvez o descanso que você procura não esteja no próximodestino. Talvez estejana coragemdefinalmente sair de casa para conhecer o lugar onde você já vive. ■ E se o lugar que faltar conhecer for onde você está? E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br GREGÓRIOJOSÉ Jornalista/Radialista/Filósofo

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