Diário do Amapá - 30/09/2026
Disputa nas redes Apesar de as redes sociais terem sido decisivas nas eleições passadas, a esquerda não aprendeu com a experiência. Não aprendeu a lição. No Rio de Janeiro, por exemplo, eleitores consultados pela Coluna recebem muito mais vídeos e banners de conteúdo impulsionado e pago de partidos da direita, como o PL, do que os de esquerda. Não necessariamente isso se converte em votos. Mas faz diferença para os indecisos. Ponto Final Ensinamento de Tancredo Neves relevado por esses poderosos enrolados de hoje: telefone só serve para marcar reunião, e no lugar errado. Só que o falecido queria driblar a escuta da ditadura. Agora, essa turma tenta driblar a Polícia. Terra dos ‘Precá’ Estudo da Precato, com dados do CNJ, mostra que a dívida em precatórios do Distrito Federal mais que dobrou desde 2019. O número chegou a R$ 6,3 bilhões em 2025, alta de 102% em sete anos, mesmo com R$ 2,85 bilhões pagos a credores no período. O DF tem a maior dívida em precatórios do Centro-Oeste, à frente de GO (R$ 4 bi), MT (R$ 2,5 bi) e MS (R$ 638 mi). O aumento foi de R$ 3,2 bilhões, 8º maior da federação. Novo senador O 1° suplente de Rodrigo Pacheco (PSD) – a caminho do TCU – o ex-deputado federal Renzo Braz (PP) toma posse nesta quarta-feira (30) à tarde no Senado Federal. É nascido em Muriaé (MG), berço de muitos políticos como o falecido avô José Braz (três vezes prefeito) e terra do saudoso vice José Alencar. Noivo da vez O político mais poderoso do Brasil hoje, Gilberto Kassab, pode manter ou perder muita coisa nessa eleição nacional. Controlador do PSD, rompeu com o governador Tarcísio de Freitas (foi preterido para ser vice), e perdeu secretarias. Mantém dois ministérios com Lula da Silva – e pode perder ambos se Flávio Bolsonaro vencer. Mas, como Governo não sobrevive sem coalizão… haverá novidades. O PSD hoje é o noivo da vez. Deu W.O. geral Com a proibição das .bet através da Medida Provisória assinada pelo presidente Lula da Silva na sexta-feira (25), as apostas esportivas online ficam proibidas em todo o território nacional com efeito extensivo para sites e plataformas de apostas concedidos por loterias estaduais e municipais. “Os Estados podem operar as mesmas modalidades que o Governo Federal opera. Havendo a proibição da modalidade lotérica de cota fixa (caso das .bet), automaticamente os Estados também ficam proibidos de explorar essa modalidade”, explica Magnho José, presidente do Instituto Jogo Legal, ressaltando que a MP tem força de lei a partir de assinada. No mercado, a medida é taxada de puramente eleitoral e o setor acredita que tanto Lula ou Flávio Bolsonaro autoriza o retorno das operações em janeiro, sob argumento de que haverá mais fiscalização e combate à ludopatia. São mais de R$ 20 bilhões no Caixa da União em jogo. L evantamento feito pelo Instituto Trata Brasil com 62 principais candidatos a governos estaduais constatou que apenas 13 deles têm planos abrangentes para a área de saneamento. A pesquisa foi feita a partir da análise dos planos de governo daqueles que tinham maior probabi- lidade de serem eleitos ou disputarem o segundo turno, de acordo com pesquisas de intenção de voto, divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro deste ano. O Trata Brasil, uma organização da sociedade civil de interesse público voltada para a conscientização da sociedade sobre a importância do saneamento, analisou quatro eixos desta política pública: planejamento, regionalização e coor- denação para a universalização; viabilização de investimentos e superação de gargalos para a universalização; governança e regulação do saneamento básico; e metas tangíveis. A partir dessa análise, foram atribuídos níveis a cada candidato, com base no número de eixos abordados em seus planos de governo. Os níveis são: ausente, quando o candidato nãomenciona saneamento em nenhum trecho da proposta; superficial, quando envolve apenas umeixo comprofundidade suficiente; transversal, quando desenvolve dois ou três eixos; e abrangente, quando a proposta abrange os quatro eixos analisados. O Trata Brasil constatou que todos os 62 candidatos abordarampelomenos umeixo emseu plano. Cinco propostas foramconsideradas superficiais. Classificadas como transversais são 44 propostas, das quais 15 abordam dois eixos e 29, três. Treze planos incluem os quatro eixos. Segundo a presidente executiva do instituto, Luana Pretto, de modo geral, os planos de governo dos candidatos citam o tema saneamento básico, ainda que transversalmente. "De quatro anos atrás para agora, o tema começou a ser mais evidente. Entretanto, ainda é visto de uma maneira pouco abrangente. A grande questão é se comprometer com metas claras e objetivas, ou seja, saber qual é o percentual de água e esgoto que eu tenho hoje e qual é o percentual que eu vou entregar no final do meu mandato”, ressalta. ■ ESTADUAIS Saneamento: 20% dos principais candidatos têm planos abrangentes O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a decisão doministro FlávioDino, também do STF, que havia derrubado uma ordemdoministroAndréMendonça, doTribunal Superior Eleitoral (TSE), para que fossem tiradas do ar publicações na internet associando o presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) a um suposto ataque à Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Na decisão assinada na noite desta se- gunda-feira (28), Fux determinou que a ordemdeDino, que haviamandadomanter os posts no ar, fique suspensa ao menos até que o plenário do STF analise o caso. Entre as postagens derrubadas por Mendonça está uma dohumoristaAntonio Tabet, que em uma rede social veiculou uma foto de imagem religiosa com a le- genda: “a família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida”. Dino atendeu a um recurso de Tabet e derrubou a decisão de Mendonça, sob a justificativa de proteger a liberdade de ex- pressão e com o argumento de que a pu- blicação do humorista não fazia menção ao nome do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro. A defesa do candidato então recorreu a Fux, que é relator de uma ação sobre o Marco Civil da Internet emque o STF de- cidiu que as plataformas têm a obrigação ativa de retirar do ar conteúdos que amea- cem a democracia. Em sua decisão, Fux disse que não fez juízode valor a respeitoda suposta violação da liberdade de expressão e disse que tal julgamento deve ser feito pelo plenário. O ministro destacou a gravidade de se sus- pender uma decisão do TSE às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial, marcado para o próximo domingo (4). "Faz sentidoque este SupremoTribunal Federal determine a veiculação de notícia comprovadamente falsa? Não!”, escreveu Fux. Entenda O caso veio à tona após surgirem, na semana passada, informações segundo as quais grupos evangélicos ligados à cam- panha de Flávio Bolsonaro defendiam a destituição de Nossa Senhora Aparecida de Padroeira do Brasil. Ocandidato do PL nega. Flávio Bolsonaro acionou a Justiça Eleitoral com a alegação de que o fato era “inverídico” e trazia “discurso de ódio e imputação de crime”. Na condição de mi- nistro do TSE, Mendonça ordenou a reti- rada da postagem e de conteúdos seme- lhantes sob pena de multa diária de R$ 30 mil. Oministro tambémhavia determinada que as plataformas de redes sociais reti- rassemdo ar qualquer conteúdo correlato que fizesse menção a Flávio e Nossa Se- nhora Aparecida. Na segunda (28), o presidente doTSE, ministro Nunes Marques, enviou of ício ao presidente do STF, ministro Edson Fa- chin, para reclamar sobre interferências indevidas sobre decisões da Justiça Elei- toral. ■ FORA DO AR FUX SUSPENDE DECISÃO DE DINO QUE RESTABELECIA POSTS DE NOSSA SENHORA V Foto/ Carlos Moura/SCO/STF ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUARTA-FEIRA | 30 DE SETEMBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO
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