Diário do Amapá - 08/10/2026

A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 08 DE OUTUBRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS MOMO - Firmado o contrato de patrocínio do Carnaval 2027 entre o GEA e a Liesap, via Setur, no valor de R$ 10 milhões. O valor será repassado em parcela única, e a vigência do contrato tem inicio em 2 de outubro de 2026 e término em 7 de fevereiro de 2027. ■ DATAS - Em 2027, diferentemente dos anos passados, presidente e governadores não tomam mais posse em 1 de janeiro, somente em 5 e 6 deste mesmo mês. ■ FORMALIZAÇÃO - Diplomação é o reconhecimento da Justiça Eleitoral de que candidato recebeu número suficiente de voto popular para exercer mandato que ele postou. ■ EXPEDIENTE - A partir do dia 6 de novembro, TRE-AP retomará rotina de atendimento ao público para transferência, alistamento e revisão eleitoral. ■ 1º escalão Sob especulação, um possível secretariado de Furlan, para o GEA, já movimenta o disse-me- disse na nova vizinhança do Setentrião. Entre os nomes cotados estão Ivo Melo, na Representação em Brasília; Maraína Martins, no Trabalho e Empreendedorismo; Cássio Cruz, emObras; Pedro Filé, na Assistência Social; Fernanda Cabral, na Habitação; e Rafael Martins, na Agricultura. A se confirmar. Procedimento Eleito governador em 1º turno, domingo passado, 4, Antônio Furlan, nesta quarta, 7, oficiou ao atual gestor do estado, Clécio Luís, manifestando interesse de que logo seja iniciada transição para que ele comece a tomar pé da situação geral do estado. Com DaLua ausente, por reeleição na presidência da CVMM, é o juiz Décio Rufino - mais tardar até segunda-feira próxima - quem assume a Prefeitura de Macapá. A derrota de Roseana Sarney (MDB-MA) na disputa pelo Senado encerra uma trajetória de 72 anos da família Sarney em cargos políticos eletivos. A partir de janeiro de 2027, nenhum integrante do grupo terá mandato pela 1ª vez desde 1954, quando José Sarney foi eleito deputado federal pelo Maranhão. Voto O PL, partido do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, tem a maior bancada em 9 estados e no Distrito Federal. No Amapá a liderança é do União Brasil e Republicanos, com 5 deputados eleitos cada. O PL elegeu apenas Alex Pereira - ex-presidente da Escola de Samba Piratas da Batucada. Para deputados estaduais, regra de posse em 1 de fevereiro não é uniforme no país; data depende da Constituição local, mas no Amapá prevalece primeiro dia do segundo mês do ano. Lei Eleitor, aqui, não verá na telinha nem ouvirá no rádio propaganda eleitoral do 2º turno das eleições gerais no Amapá, porque eleito para governador, Furlan, foi vitorioso já no 1% turno. Mas até dia 23 próximo verá e ouvirá propaganda para presidente da república. Planalto A partir de sábado, 10, nenhum candidato a presidente ou candidato ou candidata à gestão estadual pode ser preso no país, a não ser em flagrante delito, como determina lei que trata do calendário eleitoral. No tudo a ver, claro, com o 2º turno da eleição, dia 25 de outubro. Isentos Dia 9, sexta-feira próxima, será iniciada no rádio e televisão campanha para 2º turno das eleições de 2026, somente para presidente e nos estados onde vencedor não obteve 50% mais 1 dos votos válidos. Propaganda Diferentemente do presidente e vice, e do governador e vice, que respectivamente tomarão posse em 5 e 6 de janeiro de 2027, senadores, deputados federais e deputados estaduais e distritais só serão investidos no cargo em 1 de fevereiro do próximo ano. Legislativos Interino Assembleias Kinovak (Republicanos) chegou à sua 1ª eleição como um nome novo e saiu das urnas com 9.978 votos, tornando-se a mulher mais votada entre as eleitas para a Alap em 2026. No topo R. Nelson saltou de 3.898 votos em 2022 para 10.286 em 2026 e garantiu a reeleição. Sai fortalecido das urnas, mas a cadeira de presidente ainda não está no pacote. Robustez I magine um Brasil onde o turismo não é apenas uma atividade de lazer, mas um motor de de- senvolvimento econômico, social e cultural. Pois bem, segundo os números mais recentes, es- tamos cada vez mais próximos dessa realidade. Uma pesquisa realizada pela Futura Inteligência revelou que quase metade dos brasileiros pretende viajar nos próximos 12 meses, com um gasto médio de R$ 3.460,57 por pessoa. E, mais do que isso, a grande maioria está escolhendo destinos dentro do próprio país. O brasileiro está olhando para dentro de suas fronteiras e descobrindo um Brasil que, por anos, parecia mais interessante para os estrangeiros do que para os próprios nativos. Santa Catarina, São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro despontam como os destinos favoritos, mas o fenômeno vai além do litoral e das capitais. O estudo aponta para um in- teresse crescente em estados que compõem o bloco das “onças brasileiras” – regiões com alto potencial de crescimento econômico. Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Goiás têm atraído viajantes dispostos a gastar, em média, R$ 2.731,84 por viagem, consolidando a ideia de que o turismo regional é a nova onda do setor. Mas a pergunta que precisa ser feita é: estamos preparados para essa demanda? Enquanto o turista planeja sua viagem com até seis meses de antecedência, a hotelaria e o setor de serviços precisam se perguntar se oferecem a mesma qualidade, inovação e conforto que o viajante en- contra lá fora. A experiência turística não se resume a belas paisagens – ela precisa ser construída com infraestrutura, segurança e atendimento de exce- lência. E se a hotelaria se mexe para acompanhar o ritmo da demanda, a aviação tenta decolar sem turbulências. Do outro lado do mapa, na Argentina, a Aerolíneas Argentinas acaba de registrar lucro operacional após 16 anos de prejuízo. Uma com- panhia aérea estatal dando lucro? Milagre? Não, apenas uma administração mais racional, cortes de custos e eliminação de rotas deficitárias. Fica o questionamento: até onde o Brasil está disposto a modernizar seus próprios gargalos para tornar o turismo ainda mais competitivo? O fato é que o turismo não é mais um luxo – é um investimento. Investimento na economia, na geração de empregos, na valorização da cultura e na identidade nacional. Se os números não mentem, o Brasil está em pleno voo no setor turístico. Resta saber se vamos aproveitar essa viagem com um serviço de primeira classe ou se ficaremos acomo- dados na classe econômica do desenvolvimento. ■ Turismo no Brasil alcança um voo sem escalas para o crescimento E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ

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