Diário do Amapá - 15/10/2026

E-mail: coluna.argumentos@yahoo.com.br - blog: cleberbarbosa.net |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 15 DE OUTUBRO DE 2026 CLEBERBARBOSA argumentos 4 O Governo do Amapá realizou, na manhã desta quarta-feira,14, uma visita técnica ao Residencial São José para acompanhar os preparativos para a entrega da feira e do mercado do conjunto habitacional. O espaço contará com 20 boxes, sendo 10 destinados à comerciali- zação de produtos de mercado e outros 10 voltados à atividade de feira. A estrutura foi planejada para atender empreendedores que já desenvolvem ati- vidades comerciais dentro do residencial, oferecendo melhores condições de trabalho, comercialização e atendimento à popula- ção. O novo espaço deverá contemplar di- ferentes segmentos, incluindo a venda de perfumaria, artesanato, produtos alimen- tícios, verduras, legumes, peixes e hortaliças. A iniciativa busca proporcionar aos tra- balhadores um ambiente adequado para o exercício de suas atividades e contribuir para o fortalecimento do empreendedo- rismo local. “Esse é um momento importante para os empreendedores do Residencial São José, que há algum tempo solicitavam um espaço adequado para desenvolver suas atividades. Agora, eles terão um local mais amplo e estruturado para comercializar seus produtos, com melhores condições de trabalho e mais dignidade”, destacou a secretária adjunta de Habitação, Karen Priscila. Seleção dos empreendedores A ocupação dos boxes será realizada por meio de edital de chamamento público, que será publicado pela Secretaria de Estado do Empreendedorismo (Sete). O documento estabelecerá os critérios para a seleção dos trabalhadores interessados em utilizar os espaços. ■ OBRA DA FEIRA E MERCADO DO RESIDENCIAL SÃO JOSÉ ENTRA NA RETA FINAL ESPAÇO Trabalhadores que buscam cursar uma faculdade na Unifap ou na Ueap comemoram. Sair da rotina massacrante de seis dias semanais abre espaço real para os jovens amapaenses investirem em estudo e qualificação profissional. O mercado do Amapá ganha a longo prazo, com profissionais mais instruídos e motivados. AS ÚLTIMAS VIÉS - O funcionalismo dita o ritmo econômico. A transição para o fim da jornada 6x1 na iniciativa privada pode nivelar o mercado local. Servidores acreditam que a mudança reduzirá o abismo de bem-estar entre quem atua no setor público e os comerciários, humanizando as relações. Tempopara estudar V CB/ Reprodução V DA/ Divulgação Escala do açaí Produtores de açaí e manejadores de f loresta no interior do Amapá enxergam novas dinâmicas. O cooperativismo, forte no estado, pode se beneficiar se conseguir organizar mutirões de trabalho. No entanto, equilibrar o processamento do fruto, que não espera, com as folgas adicionais exigirá uma logística cirúrgica. Comércio Empresários do varejo de Macapá avaliam que o fim da escala 6x1 pode encarecer a folha. Contudo, defensores da medida dizem que os incentivos da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana (ALCMS), alinhados à Zona Franca, dão fôlego fiscal único para as lojas locais reorganizarem turnos sem repassar o custo total ao consumidor amapaense. Turismo Para os trabalhadores de hotéis e restaurantes, a folha extra trará dignidade. Poder curtir o fim de semana com a família na orla do Rio Amazonas ou visitar o Monumento do Marco Zero não será mais um privilégio raro. O amapaense poderá então ganhar mais tempo para viver sua própria terra e movimentar a economia do lazer local. Santana Cultura A comunidade do Curiaú, localizada nos arredores da capital Macapá, e os brincantes de Marabaixo veem o fim da 6x1 como uma vitória da identidade cultural. Com dois dias de folga, o trabalhador que antes vivia exausto poderá festejar o ciclo do Marabaixo e manter as tradições vivas. Menos tempo no balcão significa mais espaço para resgatar a ancestralidade. RECORTE - ONGs e cooperativas de saúde no Amapá alertam para a exaustão física do modelo 6x1. Profissionais de apoio de instituições filantrópicas terão mais descanso, reduzindo os afastamentos médicos. O grande desafio do setor será financiar novos postos de trabalho para manter os atendimentos contínuos. Setores fabris alimentícios de Santana temem o impacto produtivo da nova jornada. Mesmo com a isenção de IPI e redução de ICMS garantidas pelos incentivos fiscais do estado, a necessidade de contratar mais mão de obra para cobrir o novo dia de folga preocupa pequenas indústrias, que operam com margens estreitas. RODOVIÁRIOS - Empresas de transporte rodoviário e logística que interligam os municípios amapaenses preveem desafios operacionais severos. Ajustar as rotas de cargas para as regiões mais distantes, como Oiapoque, exigirá mais motoristas em escala. O custo tende a subir, avaliam. ELAS - Mulheres que lideram pequenos negócios de estética e confecção em Macapá buscam alternativas. As vantagens fiscais locais ajudam na compra de insumos, mas a gestão de pessoal ficará complexa. Flexibilizar horários de atendimento será o caminho para reter talentos sem sufocar as receitas.

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