Diário do Amapá - 15/10/2026

Festa olímpica O movimento olímpico tem muito a celebrar em 2026. Títulos inéditos, recordes impressionantes e novos ídolos no cenário mundial. Ingredientes perfeitos para o Prêmio Brasil Olímpico, que será dia 2 de dezembro, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. A expectativa é receber Lucas Pinheiro, Alison dos Santos, as meninas da ginástica artística, Maria Clara Pacheco, do Taekwondo, entre outros. Oscar político A Jordi Comunicação está entre as agências brasileiras premiadas na edição de 2026 do Napolitan Victory Awards, uma das principais premiações internacionais da comunicação política. É conhecido como o “Oscar do Marketing Político”. A agência conquistou cinco prêmios neste ano, com trabalhos realizados no Brasil e México. Língua contida Antes um crítico do projeto, mesmo que discretamente, o presidenciável Flávio Bolsonaro mudou de ideia e acaba de abraçar a causa do fim da escala de trabalho 6 x 1. A duas semanas da eleição, votar contra a proposta é perder votos, constaram todos os aliados. Mas ele já havia antecipado a empresários que, se passar, essa proposta será concretizada de forma gradativa e negociada, para não prejudicar patrão e empregado. RenovaBR no Senado Pela 1ª vez, duas lideranças formadas pelo RenovaBR chegam ao Senado na mesma eleição. Rayssa Furlan (Pode) conquistou uma cadeira pelo Amapá, enquanto Alessandro Vieira (MDB) garantiu a reeleição por Sergipe. Rayssa, que já ocupou secretarias municipais em Macapá, será a 1ª mulher do RenovaBR a ocupar uma cadeira na Casa. Já Alessandro foi da 1ª turma de formação da organização, em 2018. Vale-tudo Desesperado para tentar virar o jogo eleitoral, o PT ligou o dane-se e entrou no modo vale-tudo na campanha eleitoral. Na segunda-feira (12), o programa de rádio do partido acusou o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL), de estupro de vulnerável de 13 anos. Essa fake news ainda roda, mesmo ele inocentado pelo STF e depois de a senadora Soraya (PSB-MS) e o deputado Lindberg (PT-RJ) serem processados pela mentira. Revolta silenciosa Bem ao estilo diplomático, uma revolta silenciosa tomou as embaixadas de vários países em Brasília contra o presidente Lula da Silva este ano, e isso contribuiu muito para que o petista seja malvisto em outros Governos, embora não influencie na eleição brasileira. Dois atos, em especial, chamaram a atenção dos embaixadores. O resgate com avião da FAB da ex-primeira-dama do Peru Nadine Heredia, condenada pela Justiça de seu país por corrupção. Prestes a ser presa, foi trazida para o Brasil com a chancela do governo de Lula. Foi visto como uma tremenda ingerência em prol de propósitos nada ortodoxos. E a canetada proibindo a operação das .bet no País, por motivos eleitorais, derrubou a “nota” do Brasil entre diferentes nações. O Brasil passou a ser visto como país de insegurança jurídica para investimentos. Os adidos comerciais ficaram pasmos. A umentar o acesso gratuito a atividades culturais, como shows, filmes, espetáculos e exposições, é a principal expectativa dos brasileiros em relação às políticas públicas de cultura, segundo a pesquisa Hábitos Culturais, di- vulgada nesta quarta-feira (14). Para 42% dos entrevistados, esta deve ser a prioridade dos próximos governantes. O levantamento mostra ainda que apesar de ser direito garantido na Constituição Federal, nem todas as pessoas têm acesso igual à cultura. Enquanto 63% dos brasileiros das classes A e B foram ao cinema nos últimos 12 meses, apenas 18% das classes D e E fizeram isso. Os dados revelam que o custo, tanto do deslocamento, quanto de ingressos, é o principal fator que desmotiva as pessoas a participaremde atividades culturais presencialmente. Cerca de metade das que frequentam esses eventos gasta, por mês, R$ 100 com cultura. Outro fator é o medo da violência. "Como é possível observar por meio dos dados, o acesso à cultura realmente ainda é bastante desigual, sobretudo quando observamos pela perspectiva socioeconômica ou até mesmo de níveis de escolaridade entre os brasileiros", diz a coordenadora do Observatório da Fundação Itaú, Ana Maria Cardoso. "Apesar das disparidades, tais dados não significam que pessoas das classes sociais mais baixas ou com menor escola- ridade deem menor valor à cultura; ao contrário, o que a pesquisa mostra é que existem barreiras que vão além da sub- jetividade individual oumesmo do gosto pessoal que interferem diretamente nesse acesso", acrescenta. Demandas Nesse cenário, a demanda por mais acesso gratuito aparece como a principal. A pesquisa revela que um terço da população (32%) quer a criação de mais equipamentos ou instituições públicas de cultura, como museus, teatros e cinemas. São citados ainda, por 28% dos entrevistados, a melhoria, reforma, ampliação ou modernização dos equipamentos exis- tentes, além do financiamento e incentivo à produção cultural independente, por 26%. Pouco mais de um a cada cinco participantes (22%) pedem o apoio a iniciativas culturais em favelas, periferias e comunidades tradicionais e a valorização e formação de artistas e profissionais da cultura (21%). ■ HÁBITOS CULTURAIS Cultura gratuita é uma das principais demandas para novos governantes A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado concluiu, nesta quarta-feira (14), a votação da pro- posta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O texto agora está pronto para análise no plenário do Senado. Se aprovada sem alterações, a PEC 18 de 2025 será pro- mulgada uma vez que já foi aprovada na Câmara. De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisãomais restritos para chefes de facções emilícias e cria umnovo pacto federativo entre União, estados e municípios para o enfrentamento ao crime no Brasil. Essa proposta foi uma das prioridades do atual governo para área da segurança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva prometendo criar umministério da segurança pública após aprovação da PEC. O texto base da proposta foi aprovado no início de setembro, ficando pendente a análise de três destaques que seriam votados hoje com sugestões de mudan- ças. Os requerimentos, porém, não foram votados porque os autores dos requeri- mentos Carlos Portinho (PL-RJ) e Ales- sandro Viera (MDB-SE) não estavampre- sentes na sessão. O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), justificou, com base no Artigo 300 do regimento interno do Senado, que os destaques apresentados ficaram prejudicados com a ausência dos senadores. “Não tendo solicitado a palavra o autor do destaque para encaminhamento, ficam prejudicado os destaques”, disse. Alencar informou à imprensa que conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para votar o tema no plenário ainda antes do segundo turno das eleições, marcadas para 25 de outubro. “Pelo que o Davi me falou ontem, nós temos condição de aprova-la ainda nesse período antes do segundo turno. Vamos trabalhar por isso, para que a matéria possa ser promulgada e o presidente [Lula] possa criar o Ministério da Segurança Pública do país." A PEC Entre outras medidas, A PEC propõe a constitucionalização do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), alterando o Artigo 144 da Carta Magna, que trata da segurança pública. A proposta inclui que a segurança deve ser exercida “em regime de coope- ração federativa” e “por meio da atuação integrada e descentralizada” das diferentes instituições que trabalham com o tema. “Art. 144-A. Os órgãos de segurança pública articular-se-ão em regime de coo- peração federativa, por meio do Sistema Único de Segurança Pública, destinado a assegurar a eficiência da prevenção, da persecução e da execução penal”, define o texto. Facções e milícias A PEC estabelece penas mais duras e regimes especiais de prisão para os chefes de facções e milícias, como prisão em unidades de segurançamáxima e restrição ou vedação à progressão de penas. ■ ENFRENTAMENTO AO CRIME CCJ DO SENADO CONCLUI VOTAÇÃO DA PEC DA SEGURANÇA PÚBLICA V Foto/ Rafa Neddermeyer/Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 15 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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