Diário do Amapá - 24/10/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SÁBADO | 24 DE OUTUBRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS SECURA - A venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas estarão proibidos no Amapá entre 22h de sábado (24) e 18h de domingo (25), data do segundo turno das Eleições 2026. A determinação também impede a distribuição gratuita de bebidas e a realização de festas, shows e outros eventos durante o período. A “lei seca”, que vai funcionar em nove estados, vale para clubes, casas de eventos, dancings, boates, bares e espaços similares. ■ ESTRATÉGIA - Lula fará debate “propositivo” e “não vai aceitar provocações”, diz Sidônio. Lula e Flávio se enfrentam, nesta sexta (23), no último debate antes do segundo turno. Datafolha mostra empate de ambos a dias do pleito com 50% dos votos. ■ IMPASSE - Após novas manifestações, Mendonça reitera que Lula e Flávio podem abrir sigilos por conta própria e que TSE não fiscaliza ‘desafios’. Na decisão, Mendonça afirmou que não foram apresentados novos elementos capazes de alterar o entendimento. ■ Prata de casa Dos 5 nomes já no script de Furlan para o secretariado no GEA, apenas Alessandra Mourão (Políticas para as Mulheres) não trabalhou com ele quando ainda Prefeito de Macapá. Eleição “Que o povo brasileiro possa fazer sua escolha com a consciência livre”… Disse o presidente Davi Alcolumbre (Senado) sobre o embate Lula vs. Flávio, no domingo agora, 25/10. Com presença do ministro Tomé França, Porto de Santana recebe contrato de R$ 150 milhões para ampliar movimentação de grãos. Arrendamento de área para movimentação de soja e milho prevê modernização do terminal e reforça papel de Santana na logística do Arco Norte. Publicado decreto do governador Clécio Luís que transfere o ponto facultativo da próxima quarta-feira, 28 de outubro (dia do servidor público) para dia 30 do mesmo mês, uma sexta-feira. Com isso o expediente normal nas repartições do governo do estado só será retomado na terça-feira, 3 de novembro. OAB/AP realizará dias 3 e 4 dezembro, em Macapá, 5ª Conferência Estadual da Advocacia do Amapá com tema ‘Direito, inovação e desenvolvimento sustentável na Amazônia do futuro’ e presença da ministra do STF, Cármen Lúcia. Evento Para MPF, restituir valores às empresas, sem garantir destinação posterior aos usuários, representaria enriquecimento sem causa, uma vez que tributos cobrados de distribuidoras de energia elétrica são pagos, na verdade, pelos usuários, já que há repasse do custo para conta de luz. Ilicitude A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão para o segundo turno das Eleições 2026 termina nesta sexta-feira (23). O prazo para a publicação de anúncios eleitorais pagos na imprensa escrita e a realização de debates entre candidatas e candidatos no rádio e na TV também terminam hoje, não podendo ultrapassar a meia-noite. A distribuição de material impresso e a realização de passeatas e carreatas ainda podem ocorrer até este sábado (24). Encerrou Com 177 processos na pauta, o TC do Amapá começa mais uma sessão de julgamento de processos em sessão virtual que começa na meia noite de segunda 26 e vai até o dia 30. Entre os processos estão duas comunicações - de 2008 e 2010 - que tratam de irregularidades na antiga Companhia de Eletricidade do Amapá, atual CEA Equatorial. Virtual Logística Feriadão MP Eleitoral cobra a disponibilização de transporte gratuito no segundo turno no Amapá. Medida busca garantir que órgãos públicos e empresas concessionárias mantenham a frota e os horários de dias úteis em 25 de outubro. Gratuidade Pode não passar de especulação, mas o nome da professora Goreth Sousa, ex- deputada federal, já circula nas rodas de conversas políticas como possível titular da Educação no futuro governo Furlan, a partir de janeiro de 2027. Goreth conhece o caminho das pedras. Já comandou a Seed durante o governo Waldez Góes, hoje ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional. Por enquanto, nada oficial. Mas, como se diz nos bastidores da política, onde há fumaça, nem sempre há fogo — mas alguém já riscou o fósforo! No radar N o vasto cenário da economia global, onde a di- gitalização avança a passos largos, o Brasil se destaca com inovações financeiras que prometem transformar a maneira como lidamos com o dinheiro. Após o sucesso retumbante do Pix, o Banco Central apresenta o Drex, o "real digital", uma versão virtual da nossa moeda que visa facilitar transações e ampliar a inclusão financeira. Contudo, essa novidade suscita debates profundos sobre privacidade e vigilância esta- tal. A digitalização financeira não é um fenômeno isolado. Países como as Bahamas, com o "Sand Dollar", e a China, com o "yuan digital", já implementaram suas moedas digitais, cada uma comobjetivos e desafios próprios. No Brasil, o Drex surge como uma iniciativa para democratizar o acesso a serviços financeiros e promover a inclusão digital. De acordo com o Banco Central, o Drex não substituirá o dinheiro em espécie, mas funcionará como uma opção adicional para tran- sações online, mantendo o mesmo valor do real f ísico. No entanto, a introdução de uma moeda digital le- vanta preocupações legítimas sobre privacidade. Afinal, quanto mais digital e rastreável se torna o dinheiro, mais fácil é para as autoridades monitorarem as tran- sações dos cidadãos. O Banco Central afirma que o Drex obedecerá aos princípios da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e outras legislações pertinentes, ga- rantindo a proteção dos dados pessoais dos usuários. Pensadores contemporâneos refletem sobre o equi- líbrio delicado entre inovação tecnológica e direitos individuais. O filósofo sul-coreano Byung-Chul Han, por exemplo, alerta para a sociedade da transparência, onde a busca incessante por clareza pode levar à erosão da privacidade e à vigilância constante. No contexto das moedas digitais, essa transparência pode se traduzir em um controle estatal mais rígido sobre as finanças pessoais. Por outro lado, economistas como Joseph Stiglitz destacam os benef ícios potenciais das moedas digitais, especialmente em termos de eficiência e inclusão fi- nanceira. Para países em desenvolvimento, como o Brasil, o Drex pode representar uma oportunidade de integrar parcelas da população que ainda estão à margem do sistema bancário tradicional. A implementação do Drex também deve considerar os desafios de cibersegurança. A digitalização do sistema bancário aumenta a exposição a ameaças cibernéticas, como roubos de dados e ataques hackers. Portanto, é imperativo que o Banco Central adote medidas robustas de segurança para proteger as informações dos usuários e garantir a integridade do sistema financeiro. Por isso é que a introdução do Drex no Brasil reflete uma tendência global de digitalização das eco- nomias. Enquanto oferece oportunidades significativas de inovação e inclusão, também exige uma reflexão profunda sobre os limites entre eficiência, privacidade e liberdade individual. Como sociedade, cabe a nós participar ativamente desse debate, garantindo que a tecnologia sirva aos nossos interesses sem comprometer os direitos fundamentais que tanto prezamos. ■ O dilema da Moeda Digital E-mail: gregogiojsimao@yahoo.com.br Jornalista/Radialista/Filósofo GREGÓRIOJOSÉ
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