Diário do Amapá - 01 a 03/11/2026
A RÁDIO O JORNAL AGORA WEBTV Luiz Melo |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ DOMINGO A TERÇA-FEIRA | 01 A 03 DE NOVEMBRO DE 2026 FALECOMOLUIZMELO E-mail: luizmello.da@uol.com.br Blog: www.luiz melo.blog.br Twitter: @luizmelodiario Instagram: @luizmelodiario© 2018 3 FROM RAPIDINHAS CONCILIAR - De 3 a 6 de novembro, quem tem um conflito na Justiça poderá encontrar no diálogo uma oportunidade para chegar a um acordo. O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) participará da XXI Semana Nacional da Conciliação, iniciativa coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com atendimentos nos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania de Macapá e nas unidades judiciárias das comarcas do interior. ■ SALÁRIO - Os professores temporários da rede pública de educação básica vão receber o mesmo piso nacional do magistério, fixado em R$ 5 mil, a partir de 1º de janeiro de 2027. Esse é o resultado de uma decisão do STF, que garantiu a equiparação salarial do piso entre professores temporários e efetivos. ■ PAZ - Lula deve defender pacificação em pronunciamento à Nação. Ideia é falar de futuro e encerrar disputa eleitoral. Além do pronunciamento, presidente fará live para canal de whatsApp mantido pelo deputado André Janones (Rede-MG) commais de 10,5 milhões de usuários – data ainda não definida. ■ Riquezas “A terceira descoberta da Petrobras renova nossa esperança de mais empregos, renda e oportunidades. Isso indica que a região realmente é muito farta de petróleo, confirmando o que nós falamos durante todos esses anos”… Do governador Clécio Luís, vibrando positivamente com anúncio de mais óleo e gás na Margem Equatorial. Relevância “É uma pauta de valorização do serviço público e de reconhecimento do papel estratégico da presença dos servidores nos rincões do Brasil”… Do senador Davi Alcolumbre sobre o projeto de lei aprovado no Senado, elevando adicional de fronteira de R$ 91 para R$ 191 por dia, beneficiando servidores do Amapá, entre outros estados. Senador Randolfe deu o tom em relação ao caso da amapaense Júlia Penafort, que faz mestrado na Guiana Francesa, mas se encontra em clínica psiquiátrica após sofrer maltratos do companheiro… Tão logo chegue em BSB, nesta terça, 3, vai ao Itamaraty interceder pela moça, garantiu. Comissão da OAB em Oiapoque também entra no circuito com mesmo propósito. Socorro! Waldez (PDT), Randolfe (PT) e Clécio (União Brasil) são amapaenses cotados para ocupar espaço na Esplanada dos Ministérios, em BSB, no governo Lula 4. Possibilidade se torna viável graças ao resultado exitoso na votação de Lula no Amapá, que voltou a ser o mais sufragado no estado, no 2º turno da eleição. Prestígio Lideranças do Centrão avaliam que presidente da Câmara, Hugo Motta, pode ajudar Davi Alcolumbre a se reeleger ao comando do Senado em 2027. Blocão do deputado conta com 15 siglas de esquerda e do Centrão que, juntas, somam mais de 350 deputados. Dobradinha Aos 56 anos, Simone Tebet, ex-ministra de Lula, é cotada para vaga no STF. Apoiadores defendem indicação de uma mulher que integrou o governo. Bastidor Após fuga para EUA, Flávio pode ter desconto no salário e processo de cassação no Senado. Consequência Reeleito, o presidente Lula já mandou emissários começarem a procurar lideranças de partidos do Centrão, em busca de diálogo para a formação de seu quarto governo. Um dos caciques procurados foi o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que no Amapá tem o voto do senador Lucas Barreto. A previsão é que o dirigente se reúna com Lula após o feriado. Negociação PEC da Segurança, com votação marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para terça-feira, 3, é prioridade do governo Lula, que quer aprovação já em 2026, porque próxima legislatura do Congresso Nacional terá Partido Liberal como maior bancada. Preferência Na sessão de 5 de novembro, o TSE vai julgar recursos eleitorais que envolvem corrupção e fraude e podem custar os mandatos dos deputados estaduais coronel Flexa e Zeneide Costa (não reeleita). O relator é o ministro André Mendonça. Perigo Pela primeira vez o União Brasil, em contrarrazaões apresentadas ao TSE, pediu que fosse declarada a desfiliação partidária de Luana Serrão, com a perda de seu mandato, além de sua condenação em litigância de má-fé. O ministro Dias Toffoli registrou que o pedido do partido não pode ser conhecido nessa via por ainda não ter sido abordado pelo Tribunal Regional, o que impedia sua apreciação no recurso da vereadora. Negado ntigamente, o velho era objeto de respeito e reve- rência. Veja-se o culto que a eles faziam, e ainda fa- zem, os índios, sendo parte de sua cultura essa marca. Estudando a História, vamos encontrar essa quase divinização dos velhos no fato de serem eles a memória dos povos. Sem escrita, a única maneira de guardar o passado era a memória, e esta, quanto mais antiga, mais longe ia no conhecimento de tudo, dos fatos cotidianos até todos os ramos dos acontecimentos. Vemos isso no Fedro, de Platão, em que Sócrates conta que o deus ot levou ao rei do Egito, amus, a escrita, remédio contra a dificuldade de aprender e recordar. O rei amus reagiu: “O que será de nossas memórias, de tudo que temos na cabeça se o homem vai ter tudo isso armazenado na escrita? Ela só produzirá nas almas o es- quecimento dos que a aprenderem, fazendo com que deixem de exercitar a memória; confiando neste auxílio, a escrita, eles deixarão a caracteres materiais o cuidado de recordar as lembranças de que seu espírito terá perdido o traço.” Os velhos, então, eram os verdadeiros sábios: eram os guardiões da experiência e testemunhas do passado. Assim, a velhice foi tema constante desde o começo da literatura e continua sendo objeto de reflexão, associada à morte, por parte de filósofos e pensadores. No tempo bíblico se vivia muito. E não são poucos os personagens que viviam séculos, o maior deles, Matusalém, avô de Noé, 969 anos, e não sabia quantos filhos, netos e bisnetos tinha, porque todos eram avós e bisavós e já tinham morrido. Até 187 anos procriou, e Noé, seu neto, até 500 anos. Todos os patriarcas, segundo a Bíblia, viveram muito e funcionaram demais. Há alguns anos, li uma pesquisa sobre a maneira de os brasileiros encararem o envelhecimento, que revelou que apenas 9% dos entrevistados afirmaram não ter nenhum receio do envelhecimento, ou seja, a maioria receia essa fase da vida. O paradoxo é que todos querem envelhecer, desejando chegar, uns, mais pessimistas, aos 76 ou 85 anos, outros, mais otimistas, aos 96, e ainda outros até 120 anos. Todos acreditando nos novos medicamentos, na medicina preventiva e no progresso das técnicas de ci- rurgia. A verdade é que é muito bom fazer aniversário e assistir à mudança de ano. Bobbio, o grande politicólogo italiano, ao definir sua velhice, disse: “A velhice é muito boa, mas com um grave defeito: dura muito pouco.” Mas o tempo é uma invenção dos homens. O que existe é a Eternidade, sem começo nem fim. O homem re- solveu marcar a vida pelos anos. Nós, cristãos pelo nasci- mento de Cristo, há 2026 anos, menos que uma gota de água na imensidão dos dias e das noites. Os judeus têm o seu calendário; os chineses, idem; e nós este que seguimos, chamado de gregoriano, porque foi São Gregório que conseguiu esta fórmula de 28 dias em fevereiro; de quatro em quatro anos, 29; e com meses de 30 e de 31 dias, tudo de modo a fechar a rotação da Terra em torno do Sol, nos 365 dias de um ano. Envelhecer é bom, como dizia Saulo Ramos, meu amigo que 2013 levou: “A outra solução é pior. Melhor é confessar!” Concordo. A outra solução é não envelhecer, levado por aquele esqueleto com foice na mão, inspirado em Plutão, ou pela velha Morta, a terceira das Parcas, que cortava o fio da vida tecido por Nona e controlado por Décima, velhas memórias dos romanos. Jorge Amadome dizia: “Até hoje não encontrei nenhuma vantagem na velhice.” E terminava contando seu encontro com Pablo Neruda, depois da separação de longos anos de exílio. Quando Jorge lhe perguntou sobre determinado amigo comum, Neruda respondeu-lhe: “Não me pergunte por ninguém, todos já morreram.” Isto eu considero o pior de envelhecer: perder todos os amigos de sua geração, um a um, ver indo embora todas as referências da infância, da mocidade, da maturidade e do nosso universo sentimental. Ainda bem que Deus, como o bondoso Pai que é, nos deu o conforto de nunca os esquecer. ■ Viver é bom! E-mail: j.sarney@uol.com.br Ex Presidente do Brasil JOSÉSARNEY A
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