Diário do Amapá - 06/11/2026

Eita, Marina! No final de um discurso ontem, a deputada Marina Silva o encerrou homenageando os eleitores que votaram em Lula da Silva “com a seguinte quadrilha. Digo, quadrinha”. O susto foi grande entre os presentes. Mas passou. Mas há quem acredite mesmo nisso. E não são poucos. Elas na OAB Quatro mulheres devem disputar a presidência da seccional OAB em Minas Gerais a partir da campanha, cujo marco inicial é a Conferência Mineira de Advocacia iniciada ontem. Em quase 100 anos de História essa é a 1ª vez que uma mulher pode chegar ao comando da OAB no Estado. As candidatas são as advogadas Ângela Botelho, Carla Silene, Helena Delamônica e Luciana Nepumoceno. Energia do futuro O potencial de investimentos na produção de biogás e biometano a partir resíduos do saneamento da agroindústria e do setor sucroenergético no Nordeste serão temas da 7ª edição do Circuito Biogás nos Estados. Promovido pela ABiogás e apoio da POLI/UPE, o encontro gratuito acontece hoje. Josiani Napolitano, presidente da entidade, destaca a urgência em conectar produtores, investidores e consumidores para destravar projetos. Calma, mercado O presidente Lula da Silva deve fazer um pronunciamento até domingo para informar que vai se virar para manter o saldo no azul, na linguagem mais popular. Embora o discurso aponte para tranquilizar o mercado. Sem citar, evidentemente, que houve estelionato eleitoral emmuitas promessas sociais com dinheiro que não existe. Cada um por si Outra aposta dos bolsonaristas – a ala que aceita o resultado das urnas, que é a maioria – é que o eleitor do Lula que não apareceu no 1º turno seguiu em peso para as seções no 2º. O que apontam entre portas é que os governadores já com a vida resolvida liberaram a militância para voto, em vez de puxar para Flávio. Corre, menino! No dia que o Senado votou a PEC da Segurança (mas sem debater redução da maioridade), um agente federal, segurança do deputado Marcelo Freixo (PT- RJ), teve o celular roubado na mão grande por um moleque na Zona Sul, perto da residência do parlamentar. O menino soltou o aparelho no chão ao ouvir estampidos de tiros (para cima) dos dois agentes, segundo testemunhas. Vendido na História Principais aliados de Flávio Bolsonaro em três dos grandes colégios eleitorais do Brasil, os governadores Tarcísio de Freitas (SP), Cleitinho Azevedo (MG) e Ronaldo Caiado (GO) não ajudaram o presidenciável na transferência de votos no 2º turno. Flávio foi rifado. Pelo comparativo dos votos nestes Estados, Lula avançou muito mais que o bolsonarista. Em goiás, Flávio ganhou 294 mil votos do 1º para o 2º turno, e Lula saltou para 397 mil votos a mais. Em Minas, Flávio ganhou mais 464 mil votos entre os turnos, e o petista cresceu estupendos 1,16 milhão de votos. Em São Paulo, Flávio conquistou mais 1,21 milhão de votos, e Lula conseguiu mais 2,61 milhões. A constatação no staff de Flávio até hoje é que os governadores não se esforçaram tanto quanto ele esperava, apareceram para fotos e o deixaram sozinho na corrida. O ministro da Educação (MEC), Leonardo Barchini, disse, nesta quarta-feira (4), que o Pé-de-Meia Universitário tem a implementação prevista para 2027. A nova etapa do programa será focada na permanência de estudantes do ensino superior cadastrados no CadastroÚnico para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) e na conclusão de curso de graduação nas universidades públicas. A confirmação ocorreu no programa Bom Dia, Ministro, produzido pelo Canal Gov, emissora da Empresa Brasil de Co- municação (EBC), desta quarta-feira (4) . A ampliação do programa de incentivo aos estudantes uni- versitários de baixa renda foi prometida pelo presidente Lula durante a campanha eleitoral de reeleição. De acordo com o ministro da Educação, a expansão chega para atender a mudança no perfil acadêmico dos estudantes das universidades federais nos últimos 20 anos. Se antes, dois terços vinham da rede privada, atualmente, dois terços são estudantes de escolas públicas. Para o ministro, a garantia de acesso ao ensino superior público, agora, exige o acompanhamento de políticas de perma- nência nos cursos. “Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente dif ícil.” Após quatro anos de análises, o MEC está na fase final do desenho do Pé-de-Meia Universitário. O ministro confirmou que o programa terá a seguinte estrutura financeira prevista, a partir de 2027: bolsa: R$ 700 por mês, concedida durante 10meses ao • longo do ano letivo; poupançamensal: R$ 250 por mês, durante 10meses, • retidos em poupança; resgate final: o universitário poderá sacar R$ 10 mil • (mais correção inflacionária) ao concluir, emquatro anos, a graduação, para iniciar a vida profissional. “Acontrapartida tambémvai ser permanecer na universidade, concluir o curso de uma forma integral, no tempo certo, para que a gente possa de fato transformar ainda mais esse país”, explica Leonardo Barchini. ■ PROGRAMA Pé-de-Meia Universitário deve começar em 2027 para aluno do CadÚnico O decreto que regulamentará o fim da escala de trabalho 6x1 deve sair na próxima segunda-feira (9), disse nesta quarta-feira (4) oministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. O texto estabelecerá diretrizes para a organização das jornadas e garantir pelo menos oito folgas por mês aos tra- balhadores. Seguindo Marinho, o decreto será discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (5) e deverá orientar a implementação das novas regras por meio de negociações coletivas. A regulamentação também deverá permitir flexibilidade na organização das escalas, desde que sejam respeitados os direitos previstos na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extinguiu o modelo de seis dias de trabalho para um de descanso. Decreto Segundo Marinho, o decreto terá como objetivo coordenar a adoção das diferentes escalas de trabalho nos setores econômicos, semcomprometer os direitos dos empregados nem o funcionamento das empresas. “Soltaremos o decreto regulamenta- dor para trazer o processo coordenado para a implantação das várias escalas que cada setor pretende implantar, sempre respeitando o comando da PEC”, afirmou o ministro. A publicação, inicialmente prevista para esta semana, foi adiada após Lula não conseguir realizar o despacho sobre o tema. A expectativa do Ministério do Trabalho é concluir a regulamentação na próxima segunda-feira. Folgas e negociação Aproposta prevê que os trabalhadores tenham, no mínimo, oito folgas em um período de 30 dias. A distribuição dos descansos poderá variar conforme as ca- racterísticas de cada atividade, desde que respeitadas as condições estabelecidas pela PEC e pelos acordos coletivos. Marinho explicou que a flexibilização poderá permitir diferentes combinações de jornadas semanais, conforme as ne- cessidades de cada setor. “Não tem lista de flexibilidade. A PEC determina dois descansos semanais. A flexibilidade concedida é que essas duas folgas estejam consolidadas dentro do mês”, declarou. O ministro destacou que os acordos coletivos terão papel central na organi- zação das escalas. A prioridade, segundo ele, será a negociação entre empresas e representantes dos trabalhadores, com possibilidade de convenções nacionais que facilitem a adesão dos diferentes es- tados. A regulamentação também deverá contemplar setores que funcionam con- tinuamente, como atividades de saúde, transporte, segurança e limpeza urbana. Redução da jornada A proposta de mudança na jornada de trabalho prevê a redução gradual da carga horária semanal, atualmente de 44 horas, para 40 horas. ■ REGULAMENTAÇÃO GOVERNO PREVÊ DECRETO DO FIM DA ESCALA 6X1 PARA SEGUNDA-FEIRA V Foto/ Lula Marques/ Agência Brasil ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ SEXTA-FEIRA | 06 DE OUTUBRO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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