Diário do Amapá - 06/11/2026

CIDADES SEXTA-FEIRA | 06 DE NOVEMBRO DE 2026 | CIDADES | DIÁRIO DO AMAPÁ Com programação no Sambódromo de Macapá, iniciativa reúne cerca de 3 mil estudantes por dia, oferece revisão de conteúdos e transmissão ao vivo para escolas de todo o estado. ■ ● Central do Enem celebra 10 anos de preparação para o ensino superior O clima equatorial e as altas temperaturas re- gistradas noAmapá exi- gem do organismo um esforço contínuo para manter a regu- lação térmica. Atento a esse ce- nário climático e focado no bem-estar da população, o Go- verno doAmapá, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), alerta que a taxa de transpiração cor- poral aumenta significativamen- te nos dias quentes. Caso a reposição de líquidos não acompanhe a perda de água e sais minerais, o corpo entra em estado de desidratação, o que pode provocar graves complicações renais. Para orientar a população sobre o funcionamento renal e prevenir complicações, a médica nefrologista, Gracilene Lobato, explica que o estresse térmico exige atenção constante à hidratação, desmistificando a ideia de uma meta universal de líquidos. De acordo com a especialista, a necessidade diária varia conforme os hábitos e o organismo de cada pessoa, ressaltando que a cor da urina serve como umexcelente indicador visual de saúde. “Estamos passando por dias muito quentes. Por isso, no calor intenso do Amapá, mais ainda precisamos , 9 Período de forte insolação exige atenção redobrada, especialmente com crianças, idosos e trabalhadores expostos ao sol. Médica nefrologista reforça que a ingestão de líquidos deve ser individualizada ■ A nefrologista adverte também que pacientes com condições clínicas pré-existentes, como insuficiência cardíaca ou doença renal avançada, precisam de cautela redobrada com restrições hídricas severas. Gracilene Lobato Médica nefrologista “Estamos passando por dias muito quentes. Por isso, no calor intenso do Amapá, mais ainda precisamos cuidar da hidratação, no entanto, isso não significa beber água em excesso. Não existe uma quantidade igual para todos. A necessidade depende da idade, da atividade física, da exposição ao calor e das condições de saúde. A sede e a urina amarelo-clara ajudam a nos orientar quanto à necessidade de se aumentar a frequência da ingestão de água, sem necessidade de forçar beber grandes volumes de uma vez” HIDRATAÇÃO cuidar da hidratação, no entanto, isso não significa beber água em excesso. Não existe uma quantidade igual para todos. A necessidade depende da idade, da atividade f ísica, da exposição ao calor e das condições de saúde. A sede e a urina amarelo-clara ajudam a nos orientar quanto à necessidade de se aumentar a frequência da ingestão de água, sem necessidade de forçar beber grandes volumes de uma vez”, explica a médica nefro- logista. A atenção deve ser ainda maior com os grupos de vulnerabilidade, como crianças e idosos, que perdem líquidos rapidamente ou sentem menos sede. Paralela- mente, profissionais da construção civil, limpeza e entregas que atuam sob o sol forte devem priorizar pausas regulares à sombra e roupas leves. A nefrologista adverte também que pacientes com condições clínicas pré-existentes, como insuficiência cardíaca ou doença renal avançada, precisamde cautela redobrada com restrições hídricas severas. “Já quem tem insuficiência cardíaca, doença renal avançada ou faz diálise pode precisar limitar os líquidos. Nem toda pessoa com doença renal precisa dessa res- trição, mas quem recebeu essa orientação não deve au- mentar a quantidade por conta própria. O limite deve ser individualizado e, no calor, reavaliado pelo profissional de saúde que acompanha o paciente. Importante lembrar também que nesse controle entram outras bebidas, como sopas e gelo”, destaca Gracilene Lobato. ■ MÉDICA ALERTA POPULAÇÃO PARA OS CUIDADOS ESSENCIAIS COM A SAÚDE DOS RINS DURANTE O CALOR INTENSO

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