Diário do Amapá - 06/11/2026
POLÍTICA | POLÍTICA | DIÁRIO DO AMAPÁ FALECOMAREDAÇÃO E-mail: diario-ap@uol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa 8 O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), lamentou nessa quarta-feira, 4, que demais parlamentares tenham ga- nhado as eleições de outubro deste ano, segundo ele, “ofendendo, mentindo e agredindo”. Segundo Alcolumbre, senadores con- centraram ataques durante a campanha eleitoral em relação ao andamento de pautas relevantes à época para prejudicar sua imagem. Mencionou, por exemplo, o não andamento à abertura de processos de impeachment para ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e uma falta de bandeiras relevantes para o país jus- tificadas por um “radicalismo horrível”. “Não teve proposta de universidade. Eles não apresentaram para os seus es- tados a proposta de levar novos institutos federais para formar a juventude e dar a ela um futuro. Eles não apresentaram nas propostas nos seus estados que iriam vir para Brasília para defender o desenvolvimento econômico do Brasil. Eles não apresentaram para o Brasil que iam cuidar da saúde dos brasileiros. Eles não apresentaram para o Brasil que iam vir para Brasília, como deputado ou senador, para defender a democracia. Não apresentaram defender o Estado de Direito, não apresentaram defender as instituições democráticas. Mas ofen- sas, agressões e ameaças foram todos os dias”, disse Alcolumbre em plenário. Não é a primeira vez que Alcolumbre se irrita com críticas durante uma sessão no plenário. Nesta quarta, ele mesmo enumerou 11 vezes, afirmando que, desta vez, se referiu a um potencial compromisso de votar uma proposta para reduzir a maioridade penal no Brasil nesta terça. A provocação partiu do líder do PL no Senado, Carlos Porti- nho (RJ). O senador amapaense também res- saltou em seu discurso a defesa da con- fiabilidade das urnas eletrônicas. Disse que a oposição, aliada ao senador e can- didato derrotado, Flávio Bolsonaro (PL- RJ), reclamou do modelo de votação ao perder para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas comemorou ao eleger a maior bancada no Congresso Nacional. “No primeiro turno, abriu-se a urna eletrônica, e essa mesma urna eletrônica, que tem 30 anos, serviu para eleger 120 deputados federais do partido do can- didato que perdeu a eleição. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger vinte e tantos senadores. Ela serviu para co- memorar, no primeiro turno, uma eleição vitoriosa dos adversários do presidente Lula. E quando abriu no segundo turno, a urna não prestou mais? O resultado valeu para o primeiro turno? Eu queria encontrar umpara dizer se só deu errado no segundo turno. Ninguém fala mais nada, ninguém avisa: ‘Deu tudo errado, subiram dez milhões de votos, 12 mi- lhões de votos, sei lá o que aconteceu’. Foi na porcaria da mesma urna eletrô- nica”, disse. Após o segundo turno, expoentes da oposição questionaram o alto cres- cimento de Lula ao comparar o primeiro e segundo turnos, no entanto, dias depois reconheceram gradualmente a derrota eleitoral. (CNN Brasil) ■ CRÍTICAS Davi diz lamentar eleição de quem se promove “ofendendo e agredindo” SEXTA-FEIRA | 06 DE NOVEMBRO DE 2026 Desabafo A lei orçamentária do próximo ano já está tramitando nas Comissões da Assembleia Legislativa O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027, que estima as receitas e fixa as despesas do go- verno do estado para o próximo ano, avan- çou na tramitação na Assembleia Legis- lativa do Amapá (Alap). A proposta passou pela dez leituras obrigatórias em plenário e agora tramita nas comissões. Encaminhado pelo Poder Executivo por meio de Mensagem (060/2026-GEA), o projeto prevê um orçamento de R$ 13,47 bilhões para 2027. O valor representa R$ 1,05 bilhão a mais em relação aos R$ 12,43 bilhões autorizados inicialmente para 2026, um crescimento nominal de 8,43%. Entre as principais mudanças previstas na proposta estão o aumento das dotações da Secretaria da Educação e do Fundo Estadual de Saúde. A Educação passará de R$ 2,39 bilhões para R$ 2,75 bilhões, o que representa um acréscimo de 15,20%. Já o Fundo Estadual de Saúde terá recursos ampliados de R$ 1,72 bilhão para R$ 1,98 bilhão, uma alta de 15,26%. Por outro lado, o projeto prevê reduções nos valores destinados às áreas de infra- estrutura e transporte, além de instituições de pesquisa. A proposta também contempla recursos para os Poderes e órgãos constitucional- mente autônomos, respeitando os parâ- metros e limites estabelecidos na legisla- ção. Para essas instituições, estão previstos R$ 1,385 bilhão, destinados ao exercício de suas competências institucionais. Outro ponto previsto na proposta é a destinação de R$ 110,3 milhões às emendas parlamentares individuais, conforme a Constituição Estadual e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Os recursos per- mitem que os parlamentares indiquem investimentos e ações voltados ao aten- dimento das demandas da população e das diferentes regiões do Amapá. Na mensagem encaminhada à Assem- bleia Legislativa, o governador Clécio Luís destaca que a elaboração do orçamento buscou garantir a continuidade dos ser- viços públicos essenciais, o cumprimento das obrigações constitucionais e legais, a manutenção dos compromissos assumidos pelo estado e a capacidade de investimento em políticas públicas prioritárias. Os recursos previstos para 2027 deve- rão contemplar áreas como saúde, edu- cação, segurança pública, assistência so- cial, infraestrutura e desenvolvimento econômico e ambiental, além de outras ações necessárias ao funcionamento da administração estadual e à prestação de serviços à população. ■ PPRROJJETO MENSAGEM DO GOVERNADOR CLÉCIO PREVÊ ORÇAMENTO DE MAIS DE R$ 13 BILHÕES PARA 2027
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