Diário do Amapá - 08 e 09/11/2026

O s cartões de vale-refeição (VR) e vale-alimentação (VA) terão mu- danças a partir deste sábado (7). A principal delas é a implementação da interoperabilidade, que prevê a aceitação de cartões de diferentes operadoras em qualquer maquininha habilitada para pro- cessar esse tipo de pagamento, desde que o estabelecimento também aceite o cartão utilizado. A transição começou emmaio e vai até novembro, quando a assinatura do decreto que atualizou o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) completa um ano. Na prática, a medida pretende ampliar as opções de uso dos benef ícios em restau- rantes, supermercados e outros estabeleci- mentos que trabalham com alimentação. Cartões de empresas comoAlelo, Ticket, VR Benef ícios, Pluxee, Flash e Swile estão entre os abrangidos pelas mudanças, con- forme o enquadramento no PAT. As novas regras também estabelecem limites para as taxas cobradas dos estabele- cimentos comerciais e reduzem o prazo para o repasse dos valores das vendas. O objetivo do governo é estimular a concor- rência no setor e facilitar a aceitação dos benef ícios pelo comércio. Apesar da previsão de implementação emnovembro, a interoperabilidade enfrenta desafios operacionais. AAssociaçãoBrasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) afirma que os sistemas das empresas ainda não estão totalmente integrados e aponta difi- culdades para o funcionamento da medida no prazo previsto. Além disso, parte das regras é alvo de questionamentos judiciais por operadoras do setor. O que muda? Apartir de 7 de novembro, está prevista a entrada em vigor integral da interopera- bilidade entre os cartões de vale-refeição e vale-alimentação. Isso significa que cartões de diferentes operadoras deverão funcionar emqualquer maquininha habilitada para receber esse tipo de pagamento, sem depender de con- tratos ou equipamentos específicos para cada bandeira. A mudança não obriga todos os esta- belecimentos a aceitar os benef ícios. A regra vale para os comércios habilitados a processar essas transações. Onde usar? Aproposta é ampliar a rede de aceitação dos cartões. Assim, o trabalhador poderá utilizar o benef ício em diferentes estabele- cimentos que aceitem a modalidade cor- respondente, independentemente da ope- radora responsável pelo cartão. A aceitação dependerá da habilitação do estabelecimento e do funcionamento da integração entre os sistemas de pagamento. O valor aumenta? Não. As novas regras não determinam aumento nem redução automática do valor do vale-refeição ou do vale-alimentação pago pelas empresas aos funcionários. Os recursos continuam destinados ex- clusivamente à alimentação. Ovale-refeição é utilizado para a compra de refeições prontas, enquanto o vale-alimentação é vol- tado à aquisição de alimentos. Aprincipal mudança para o trabalhador é a ampliação das possibilidades de utilização do benef ício. Quais regras já valem? Além da interoperabilidade, a regula- mentação do PAT estabeleceu limites para as taxas cobradas dos estabelecimentos e reduziu o prazo de repasse dos valores das vendas. As principais medidas são: Taxa máxima de 3,6% para a co- • brança das operadoras sobre as tran- sações com benef ícios vinculados ao PAT; Tarifa de intercâmbio de até 2%: • teto para a cobrança relacionada às operações entre participantes do sis- tema; Repasse em até 15 dias corridos: • prazo máximo para que os estabeleci- mentos recebam os valores das ven- das. Antes da mudança, comerciantes re- clamavam de taxas elevadas e de prazos de recebimento que podiam ultrapassar 30 dias. ■ VR E VA PODEM SER ACEITOS EM MAIS MAQUININHAS A PARTIR DESTE SÁBADO BENEFÍCIOS V Foto/ Valter Campanato/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 DOMINGO E SEGUNDA-FEIRA | 08 E 09 DE OUTUBRO DE 2026 O Brasil segue como o país com os maiores juros reais do mundo, calculados em 9,05%, mais de sete vezes a média de 1,27% do ranking da consultoria de mercado Moneyou publicado nesta semana. O juro real desconta a inflação em cada país. O Brasil lidera o ranking de 40 países analisados, acima de Turquia, Argentina, Rússia e Colômbia. Confira os 10 primeiros colocados: Brasil (9,05%); Turquia (7,77%); Argentina (6,80%); Rússia (6,57%); Colômbia (4,05%); Indonésia (3,67%); México (3,26%); África do Sul (2,93%); Hungria (2,04%); Chile (1,69%). No último levantamento publicado em setembro, o Brasil já estava com o juro real mais elevado do ranking, mas em um nível menor, de 8,45%. Na última quarta-feira (4), o Comitê de Política Mo- netária (Copom) do Banco Central interrompeu, por unanimidade, a trajetória de queda na taxa básica de juros iniciada em abril, mantendo os juros em 13,75% ao ano. Emcomunicado, o Copom informou que as incertezas se ampliaram nas últimas semanas e que as expectativas de inflação continuam acima da meta. O órgão não deu pistas sobre a trajetória dos juros nas próximas reu- niões. A taxa básica de juros, a Selic, é o principal instrumento usado pelo BC para controlar a inflação. No acumulado de 12 meses, o índice subiu de 4,5% para 4,62%, acima do teto da meta de 4,5%. A atual taxa de juros é alvo de críticas de especialistas e da indústria. A Confederação Nacional da Indústria afirma que a manutenção dos juros pelo Copom é “in- justificável” e custa caro para empresas e famílias. ■ RANKING Brasil tem maior juro real do mundo, seguido por Turquia e Argentina ●

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