Diário do Amapá - 09/05/2026
FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa O faturamento da indústria de transformação brasileira cresceu em março, indicando uma recuperação parcial da atividade industrial. Segundo a pesquisa Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada nesta sexta- feira (8), o setor ainda acumula perdas na comparação com o ano passado, apesar da melhora mensal, reflexo dos juros elevados e da desaceleração da de- manda. O faturamento industrial avançou em março na comparação com fevereiro, mas continua abaixo do desempenho registrado no ano passado. Principais números: • Alta de 3,8% do faturamento em março em relação a fevereiro; • Nível ficou 9,8% acima de dezembro de 2025; • Queda acumulada de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. Em nota, o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, afirma que os juros elevados continuam afetando o setor. “De lá para cá [desde o primeiro trimestre do ano passado], a demanda por bens industriais co- meçou a perder força por causa da elevação da taxa de juros, que teve início no fim de 2024 e persistiu em 2025, contribuindo para a queda do faturamento na comparação interanual”, explicou. Ele ressalta que juros altos encarecem o crédito e reduzem o consumo e os investimentos, diminuindo as encomendas para as fábricas. Produção avança As horas trabalhadas na produção cresceram pelo terceiro mês seguido, sinalizando aumento gra- dual do ritmo de atividade nas fábricas. • Alta de 1,4% em março; • Queda acumulada de 1,5% no trimestre frente a 2025. O indicador mede o tempo efetivamente dedicado à produção industrial. Quando sobe, costuma indicar aumento da atividade nas linhas de produção. ■ CNI Faturamento da indústria tem recuperação e sobe 3,8% em março ● ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 SÁBADO | 09 DE MAIO DE 2026 O rendimento médio mensal das fa- mílias brasileiras chegou a R$ 2.264 por pessoa em 2025. Esse valor re- presenta crescimento real – já descontada a inflação – de 6,9% em relação a 2024. É tam- bémomaior já apuradopelaPesquisaNacional por Amostra de Domicílios (Pnad), iniciada em 2012. Odado de 2025 representa o quarto ano seguidode alta no rendimentodos domicílios, segundo o levantamento divulgado nesta sex- ta-feira (8) pelo InstitutoBrasileirodeGeografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. Para consolidar o cálculo, o IBGE apura os valores de todos os rendimentos recebidos pelos integrantes das famílias e divide pelo número de moradores do domicílio. Além de salários e bônus, entram na conta aposentadoria, pensão alimentícia, be- nef ício social, bolsa de estudo, seguro-de- semprego, aluguel e aplicações financeiras, por exemplo. O analista da pesquisa, Gustavo Gea- quinto Fontes, explica que o trabalho tem peso “muito grande” no aumento do rendi- mento da população. “O valor foi puxado, em boa parte, pelo rendimento do trabalho.” O especialista lembra ainda que o Brasil vivenciou níveis mínimos de desemprego no ano passado, além de reajustes anuais do sa- lário-mínimo. Diferenças pelo país Nas piores posições aparecemCeará (R$ 1.379), Acre (R$ 1.372) e Maranhão (R$ 1.231). Por região, omaior valor pertence ao Sul (R$ 2.734), seguido do Centro-Oeste (R$ 2.712) e Sudeste (R$ 2.669). Osmenores ren- dimentos são doNordeste (R$ 1.470) eNorte (R$ 1.558). Trabalho e outras fontes Segundo a pesquisa, 75,1%do rendimento médio mensal vêm do trabalho e 24,9%, das chamadas “outras fontes”. Ao detalhar os rendimentos que não de- correm do trabalho, o IBGE mostra que a maior parte corresponde à aposentadoria e pensão, com 16,4%. Programas sociais apa- recem na sequência, com 3,5%; seguidos de aluguel e arrendamento (2,1%), outros (2%) e pensão alimentícia, doação e mesada de não morador (0,9%). Nordeste Ao observar a origem do rendimento, o IBGE aponta que o Nordeste está abaixo da média nacional emrelação à parcela que vem do trabalho; e acima em relação à parcela de outras fontes. Na região, 67,4% do rendimento vêm de trabalho. As outras fontes respondem por 32,6% do orçamento das famílias. Enquanto namédia do país as aposenta- dorias e pensões representam 16,4% do ren- dimento, no Nordeste a proporção é 20,4%. Quando a origem é programa social do go- verno, a parcela do Nordeste chega a 8,8% – a maior do país. Renda individual A Pnad detalhou também informações específicas sobre a renda dos brasileiros, com dados individuais, sem dividir pelo número de pessoas que formam a família. Em2025, o Brasil tinha 212,7milhões de pessoas, sendo 143 milhões com algum tipo de rendimento, o que representa 67,2% da população. É o maior nível já registrado, su- perando o recorde que pertencia a 2024 – 140 milhões e 66,3%, respectivamente. Aparcela de brasileiros comrendimento do trabalho alcançou 47,8% da população, e dos que receberamalguma outra fonte, 27,1%. As duas marcas são recorde. Nesse segundo grupo, aposentadoria e pensão previdenciária erama fonte de rendi- mento mais comum, representando 13,8% dapopulação,maior patamar da sériehistórica. Em2012, 11,7%das pessoas recebiamdinheiro de aposentadorias e pensão. OanalistaGustavo Fontes atribui o cres- cimento dessa parcela a uma questão demo- gráfica. “Isso reflete, sobretudo, o envelheci- mento populacional.” Os brasileiros que recebiam programa social do governo, como o Bolsa Família, eram9,1%– levemente abaixodo ano anterior (9,2%), mas em nível superior ao observado no período pré-pandemia. Em 2019, 6,3% recebiam benef ícios. ■ RENDA MÉDIA DAS FAMÍLIAS CHEGA A R$ 2.264 E É RECORDE EM 2025 IBGE V Foto/ José Cruz/Agência Brasil
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