Diário do Amapá - 09/07/2026

De casa O líder da minoria na Câmara, deputado Gustavo Gayer (PL-GO), avalia reunir assinaturas para convocar os presidentes da Caixa, Carlos Vieira, e Ricardo Pontes, da FUNCEF, respectivamente. A pauta é a nomeação de Fabiano Alves, ligado à família de Vieira, como Gerente de Investimentos da Fundação. Ligações Tem muita história mal contada nessa toada da ascensão do Banco Master via CredCesta, o programa de consignados do Governo da Bahia que alavancou o caixa de Daniel Vorcaro. A “Revista Piauí” citou a advogada Lia Frank, que atuou na defesa do Master, convocada pela banca de Eugênio Kruschewsky – que levou R$ 54 milhões do banco. Ela vem a ser irmã do desembargador Roberto Frank, do TJBA. Olheiros O clima pré-eleitoral é tão quente em Curitiba, ao contrário do tempo frio da cidade, que todo pré-candidato – com exceção do líder Sergio Moro (União) – quer ser o indicado do governador bem avaliado Ratinho Junior (PSD). O caso é tão latente que expoentes do TRE e a promotoria eleitoral passaram a fazer pente fino nas perguntas das pesquisas nas ruas. Hein!? Ex-vice-presidente e conhecedor a fundo das relações militares entre as nações, o senador Hamilton Mourão (Rep-RS) ficou intrigado com a fala do chanceler Mauro Vieira sobre risco de invasão americana no Brasil, atrás de faccionados. Mourão apresentou requerimento para Vieira explicar isso pessoalmente na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional – onde o chanceler sempre evita aparecer. Corre, Mauro O ex-governador Mauro Mendes, do Mato Grosso, pode não ser eleito senador. A grita vem de gente aliada: “Ele acorda raivoso e batendo nos adversários de graça”, diz um amigo. Aliados lembram que ele pode se tornar um Dante de Oliveira, o famoso que ficou em casa e não pediu votos, e perdeu a eleição. Os mesmos apontam que Virgínia Mendes (federal) e Otaviano Pivetta, o atual governador, correm esse risco. É a eleição Um atento observador notou que o presidente Lula da Silva (PT), afeito a se meter em assuntos internacionais sempre na tentativa de ser aclamado pacificador, há meses não fala um “a” sobre a guerra, tampouco do Governo da Rússia (um dos grandes clientes das multinacionais brasileiras), tampouco sobre o Governo de Benjamin Netanyahu em Israel – outro grande cliente daqui. Lula foi muito bem orientado a segurar a língua, diante do approach que os Bolsonaro têm com Israel, por exemplo. Quando se meteu a falar, deu no que deu – críticas e mídia negativa para todo lado. O ConselhoNacional dePolíticaEnergética (CNPE) adiou a reunião que ocorreria nesta quarta-feira (8), quando poderia ser determinado o aumento do percentual ob- rigatório de etanol anidro na composição da gasolina de 30% para 32%. OMinistério deMinas e Energia informou àAgência Brasil que ainda não há previsão de nova data para a reunião. De acordo como governo, amedida poderia tornar oBrasil autossuficiente em gasolina e, com isso, poderia reduzir os efeitos das oscilações de fornecimento e de preço do petróleo no mercado internacional impactados, sobretudo, pela guerra no OrienteMédio. Mais estudos A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Auto- motores (Anfavea), a Associação Brasileira Das Empresas Im- portadoras e Fabricantes de Veiculos Automotores (Abeifa) e o SindicatoNacional da Indústria deComponentes paraVeículos Automotores (Sindipeças) enviaram ao Ministério de Minas e Energia um pedido de novos testes sobre os impactos do aumentodoetanolmisturadoà gasolina antes da implementação da medida, como consequente adiamento da medida. Técnicos da área apontam que automóveis mais antigos, fabricadoshá20ou30anos, emodelos importadosdesenvolvidos para operar compercentuaismenores de etanol podemser afe- tados pela mudança. Por isso, a defesa de realização de testes complementares como garantia para o consumidor final. ■ SETOR Governo adia reunião que pode aumentar etanol na gasolina para 32% A cesta básica ficou mais cara em 17 capitais brasileiras em junho. Nas demais capitais e no Distrito Federal, o custo médio da cesta caiu. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada mensalmente pelo Departamento In- tersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abasteci- mento (Conab), a principal elevação ocorreu em Boa Vista, com aumento médio de 3,28%. Em seguida, apare- cem Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%). A maior redução, por sua vez, foi constatada em João Pessoa, onde o customédio caiu 3,97%. Na sequência, aparecem Recife (-3,62%) e Maceió (-3,61%). Nos primeiros seis meses do ano, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza. Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. Se- gundo a pesquisa, as valorizações do produto têm sido provocadas pela redução da área cultivada e pelas ad- versidades climáticas que afetaram a primeira e a segunda safras. Tambémhouve aumentos nos pre- ços do arroz agulhinha, na carne bo- vina de primeira e no leite integral. Cesta mais cara do país Em junho, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ 965,47, seguida por Cuiabá (R$ 937,93), Rio de Janeiro (R$ 920,94) e Florianópolis (R$ 918,42). ■ AUMENTO CESTA BÁSICA FICA MAIS CARA EM 17 CAPITAIS BRASILEIRAS EM JUNHO V Foto/ Tânia Rêgo/Agência Brasil/Arquivo ESPLANADA |OPINIÃO | DIÁRIO DO AMAPÁ QUINTA-FEIRA | 09 DE JULHO DE 2026 5 ComWalmor Parente (DF), BethPaiva (RJ) eHenrique Barbosa (PE) E-mail: reportagem@colunaesplanada.com.br LEANDRO MAZZINI PODER , POLÍTICAEMERCADO

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