Diário do Amapá - 22/07/2026

O governo federal autorizou repasse de R$ 547 milhões para ressarcir beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vítimas de descontos indevidos. A medida está publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União. De acordo com o texto, o crédito extraordinário será destinado ao programa Previdência Social: Pro- moção, Garantia de Direitos e Ci- dadania e será executado pelo INSS. O objetivo é garantir o reem- bolso de valores descontados de forma irregular de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social. Os recursos integram o orçamento da própria seguridade social. Crédito extraordinário O crédito extraordinário é um instrumento previsto na Constitui- ção Federal para atender despesas urgentes e imprevisíveis. Nesses casos, os recursos podem ser libe- rados por medida provisória, com efeito imediato, antes da análise pelo Congresso Nacional. A Medida Provisória nº 1.378 será encaminhada ao Congresso, que deverá apreciar o texto para conversão em lei. ■ GOVERNO DESTINA R$ 547 MILHÕES PARA RESSARCIR BENEFICIÁRIOS DO INSS O Pix brasileiro virou um dos alvos do governo dos Estados Unidos (EUA), entre outros motivos, por desaHar o controle Hnanceiro de Washington sobre a infraestrutura brasileira de pagamentos eletrônicos. A avaliação é de espe- cialistas em economia e relações internacionais consultados pela Agência Brasil. A razão do governo de Donald Trump para in- cluir o Pix entre as justiHcativas para o tarifaço de 25% seria, em primeiro lugar, geopolítica, e não estritamente econômica motivada pela concorrência com empresas dos EUA como Visa, MasterCard ou Whatsapp Pay. O professor de economia da Universidade Fe- deral Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) Maicon Cláudio da Silva destaca que o ataque ao Pix tem relação direta com a perda de poder e controle dos EUA sobre o sistema Hnanceiro do Brasil. “Esse tipo de medida deixa evidente que os EUA não querem perder esse poder que eles têm hoje sobre o sistema Hnanceiro em boa parte do mundo. Não à toa, a China não usa Visa e Master- card. Ela tem sistemas próprios, e isso tem a ver com uma maior soberania e autonomia desse país”, disse. Silva lembrou que o Pix aumentou a bancari- zação da população brasileira, trazendo ganhos econômicos também para as empresas dos EUA. “Movimentos econômicos que antes ocorriam só no dinheiro passaram a ocorrer via sistema H- nanceiro, através do Pix. Isso facilita o acesso das pessoas a contas bancárias e, eventualmente, tam- bém a cartão de crédito”, explicou. ■ ANALISTAS Modelo do Pix desafia controle financeiro dos EUA sobre o Brasil ● DESCONTOS INDEVIDOS V Foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil FALECOM0COMERCIAL E-mail: comercial.da@bol.com.br site: www.diariodoamapa.com twitter: @diariodoamapa Instagram: @diariodoamapa ECONOMIA | ECONOMIA | DIÁRIO DO AMAPÁ 7 QUARTA-FEIRA | 22 DE JULHO DE 2026

RkJQdWJsaXNoZXIy NDAzNzc=