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JULGAMENTO
Juiz manda pautar processo sobre falsificação de assinatura em documentos do PSC
O
juiz Léo Furtado, do Tribunal
Regional Eleitoral do Amapá (TRE–
AP), mandou pautar para julgamen–
to o processo que trata da falsificação de
documento particular no âmbito do Partido
Social Cristão (PSC). A assinatura falsifi–
cada
foi
a do então presidente do partido,
o ex-deputado federal Valdenor Guedes.
A decisão
foi
tomada depois que o Par–
tido Social Cristão - PSC apresentou peti–
ção postulando a declaração de nulidade
da perícia grafotécnica realizada na docu–
mentação, por suposta ausência da aplica–
ção do devido processo legal. O próprio
Valdenor confessou que sua assinatura
foi
falsificada.
A petição tem como requerentes o PSC,
o ex-deputado estadual Pedro da Lua e
Renivaldo Costa, e como interessados o
ex-deputado federal Valdenor Guedes Soa-
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AÇÃO
res, o Ministério Público Eleitoral e o antigo
Partido da República (PR), atual PL. O pro–
cesso é da eleição de 2018.
Tal questão
foi
enfrentada e superada
pela decisão proferida pelo então relator
juiz Hilton Pires, ao pontuar que: "A rele–
vância jurídica do laudo pericial que con–
clui que a assinatura constante na procura–
ção ganha destaque para fins de apuração,
mediante ação própria, de eventual come–
timento de conduta típica de falsificação
de documento particular, prevista no artigo
298 do Código Penal.
"Inexiste, portanto, razão que justifique
novo pronrmciamento judicial acerca de
matéria já apreciada. Determino à Secre–
taria Judiciária que proceda à inclusão do
feito em pauta de julgamento com a máxi–
ma urgência'', decidiu Léo FW1ado no últi–
mo dia 21 de janeiro.
Desembargador manda distribuir para vara criminal
ação penal contra o ex-deputado Jaci Amanajás
O
desembargador Manoel Brito,
do Tribunal de Justiça do Ama–
pá (TJAP), determinou a distri–
buição de uma ação penal contra o ex–
deputado estadual Jaci Amanajás
(MDB) para uma das varas criminais
da Comarca de Macapá. A ação, na qual
Jaci é acusado de usar indevidamente
recursos da verba indenizatória paga
pela Assembleia Legislativa do Amapá
(ALAP), também tem como réu o ex–
deputado Moisés Souza e outras duas
pessoas.
A decisão,, com data de 23 de janei–
ro, foi tomada depois que o Ministério
Público do Amapá (MP-AP) manifes–
tou-se nos autos, opinando pelo declínio
de competência ao primeiro grau de
jurisdição, considerando que Jaci Ama–
najás, único detentor de foro por prer-
rogativa de função, perdeu o mandado
de deputado estadual, sendo diplomado,
em seu lugar, o agora deputado estadual
Jack Houat Harb.
O tema "foro por prerrogativa de
função" obteve recentemente nova lei–
tura, tanto pelo Supremo Tribunal Fede–
ral (STF) quanto pelo Superior Tribunal
de Justiça (STJ). No STF, por ocasião
do julgamento de questão de ordem na
AP 937/RJ, foram as seguintes: o foro
por prerrogativa de função aplica-se
apenas aos crimes cometidos durante o
exercício do cargo e relacionados às
funções desempenhadas; após o final
da instrução processual, com a publi–
cação do despacho de intimação para a
apresentação de alegações finais, a com–
petência para processar e julgar ações
penais n&at ilde;o s erá mais afetada
em razão de o agente público vir a ocu–
par outro cargo ou deixar o cargo que
ocupava, qualquer que seja o motivo.
"Afere-se, portanto, que a competên–
cia originária das Cortes de Justiça para
processar e julgar autoridades com foro
por prerrogativa de função se restringe
aos crimes cometidos durante o exercí–
cio do cargo e relacionados às funções
desempenhadas e, ainda, que depois do
final da instrução processual, com a
publicação do despacho de intimação
para apresentação de alegações finais,
a competência não será mais afetada em
razão de o agente público deixar o cargo
que ocupava'', anotou Manoel Brito.
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NACIONALMENTE
T JAP
é
selecionado para implantação
do Núcleo de Justiça Restaurativa
O
Tribunal de Justiça do Amapá
(TJAP) está entre os 10 tribunais
brasileiros escolhidos pelo Con–
selho Nacional de Justiça (CNJ) para
implantação do Núcleo de Justiça Res–
taurativa, que atuará nos sistemas de Jus–
tiça Criminal, Socioeducativo e Peniten–
ciário, por meio de atividades de articu–
lação, aplicação e sistematização de prá–
ticas restaurativas. O assrmto foi tema de
rermião conduzida no fim da manhã desta
quinta-feira (23) pelopresidente do TJAP,
desembargador João Lages. A iniciativa
integra as ações do Programa Justiça Pre–
sente, realizado pelo CNJ em parceria
com o Programa das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (PNUD).
"No Brasil, as práticas restaurativas
existem há mais de 10 anos, e têm se
expandindo pelo país. São técnicas de
solução de conflitos que permitem a cria–
tividade, com sensibilidade, na escuta das
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IOAOE ESCOLAR
vítimas e dos ofensores, modelo incenti–
vado pelo CNJ. No Amapá, deste 2017
o TJAP conta com um Comitê de Práticas
Restaurativas, atualmente presidido pelo
desembargador Carmo Antônio de Souza,
com destaque para os projetos desenvol–
vidos na Comarca de Santana. A criação
do Núcleo, iniciativa do ministro Dias
Toffoli, presidente do STF e do CNJ,
engrandece esta política'', disse João
Lages.
Ele também tratou sobre a estrutura–
ção administrativa do Comitê de Práticas
Restaurativas, que ganhará servidores e
espaço próprios. "O TJAP tem práticas
restaurativas muito sedimentadas e nós
vamos criar um centro específico para
essas práticas. A partir do dia 10 de feve–
reiro o desembargador Carmo Antônio
vai rermir os juízes que atuam nas áreas
abrangidas para debater e definir essa
nova estrutura", detalhou.
Promotoria quer facilitar acesso aregistros
civis de crianças eadolescentes
A
Promotoria de Defesa da Educação
do Ministério Público do Amapá
(PJDE/MP-AP) recebeu a correge–
dora permanente de Cartórios Extrajudiciais
de Macapá, juíza Liége Gomes, e o vice–
presidente da Associação dos Notários e
Registradores do Amapá (ANOREG), tilbe–
lião Francisco Erionaldo, para uma reunião
com o propósito de faci litar o acesso da ins–
tituição aos registros civis de crianças e ado–
lescentes em idade escolar.
"O nosso principal propósito é estreitar
os laços com o Ministério Público estildual,
além de nos colocarmos
à
disposição pres–
tando informações que são necessárias para
que a Promotoria da Educação desenvolva
seus projetos e procedimentos, a fim de aten–
der às demandas da sociedade. Escolhemos
especificamente esta Promotoria, para esta–
belecer prioridades no atendimento da aten–
ção à educação da primeira infância, seja
através das creches ou a própria educação
básica. Assim, os cartórios têm condições
de fornecer informações do quantitativo de
nascimentos para que o MP-AP possa
desenvolver ações no sentido de propor
melhorias ao Poder Executivo", explicou
Liége Gomes.
Erionaldo disse que este meio poderá
agilizar procedimentos internos na procu–
radoria. "Estamos
à
disposição do MP e
informamos que a associação disponibiliza
o banco de dados nacional para pesquisas
sobre o registro civil, facilitilndo os âmbitos
dos ofícios e, também, da comunicação
entre os cartórios e órgãos institucionais",
esclareceu.
Outro ponto discutido durante o encontro
foi a Central de Informações de Registro
Civil (CRC), um banco de dados digital com
a finalidade de obter informações de regis–
tros nacionais de estudantes, sem tanto gasto
com ofícios em papel.
"Agradecemos a cordialidade e gentileza
da corregedora permanente de Cartórios
Extrajudiciais de Macapá, doutora Liége
Gomes, e do vice-presidente da Associação
dos Notários e Registradores do Amapá,
tabelião Francisco Erionaldo, que se dispu–
seram a vir até a Promotoria da Educação
esclarecer sobre os afazeres da Corregedoria
e dos cartórios, enquanto registradores de
pessoas naturais. Dentro disso, observamos
que, por lidarmos com crianças e adoles–
centes em idades escolares, a ausência de
informações oficiais estava nos causando
dificuldades para o acesso dessas pessoas à
educação. Assim, nos sentimos mais seguir
os para dispor de ajuda bem mais eficiente,
no sentido escrevermos uma educação de
qualidade à melhoria do sistema educacio–
nal'', concluiu Roberto Alvares, titular da
Promotoria da Educação.