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azul 3>6

magenta 4>8

Esses manifestantes aí (foto) acer-

taram no tom:

“Estou aqui por mim, não pelo

Lula!!”

Soou como samba bem ritmado!

Jácorrenoescrutíniosecretodeumpendrivedela-

ção‘nãopremiada’dearrepiarpelosdanuca,no tudo

a ver com a rede de negócios fraudulentos que rolava

levee soltaapartir dosporõesdaPangeaMineração.

Édinheirosujoegentedecarnepodrequenãoacaba

mais!

Diante dos revezesquevemsofrendo, MiraRocha (PTB) tem ‘às

na manga’ pra continuar na Alap diante de iminente cassação pelo

Judiciário.

Com cargo na Mesa, ela garante mandato com as bênçãos dos

colegas parlamentares.

Clécio confirma para início no 2º semestre construção da 1ª fei-

ra modelo de Macapá, com recursos do Calha Norte.

É pra substituir a Feira Maluca, no Buritizal.

Sávio Pinto (delegado) dizque fim aoforoprivilegiadovai

dar mais liberdade para políciase MP apuraremcrimes,

porque permitirá investigar autoridades sem anuên-

cia prévia da justiça.

Há controvérsias.

Sávio Pinto: “Com a queda das prerro-

gativas, acredito que teremos isenção para

investigar qualquer autoridade, que seja

mesmo o Presidente da República, ou os

governadores, entre outros. Se o foro cair, as

investigações terão que ser liberadas sem pedi-

do de autorização”.

Para juristas, caminho aberto para investigação deautoridadesde

qualquer nível pode também abrir porteira para excessos.

Como acontece com a ‘condução’ coercitiva, que assumiu lugar

da ‘prisão para averiguação’.

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Com previsível desdobramento das opera-

ções ‘Pantalassa’ e ‘QuantumDebeatur’, Amapá

pode ser protagonista de mais um escândalo polí-

tico de alcance nacional.

Comenvolvimentodeexecutivoseparlamentares.

Não se pode mesmo desprezar o poder de fogo dos

rodoviários, porque greve geral se avolumou pra valer por conta da

paralisação do transporte público em horário de pico.

“O atraso do recurso impossibilita a prefeitura de fazer os servi-

ços de manutenção, como a troca das lâmpadas queimadas em ruas

e avenidas da capital”.

De Clécio, sobredinheiro da iluminação públicaaindanão repas-

sado pela CEA.

Empresário chinês dono da Pangea Mineração

que foi pego na boca da botija pela PF começa-

va a ampliar tentáculos no Amapá, incluindo a

área de comunicações.

Ele é acusado de movimentar cerca de

R$ 52 milhões de forma fraudulenta.

Semana entrante promete desdobramentos das operações da PF

contraextrações ilegaisde madeirae irregularidadesnaconcessão de

licenças ambientais.

Leite volta a ferver!

Não se pode mesmo desprezar o poder de fogo dos rodoviários,

porque greve geral se avolumou pra valer por conta da paralisação

do transporte público em horário de pico.

No embalo do ‘antipolítico’, no efeito Dória, em São Paulo,

já se fala muito no entreouvido por aí numa candidatura Jaime

Nunes para o governo, em 18.

Tema jásob discussão em reuniões fechadasnosmeiosempre-

sariais, de uns tempos pra cá.

Perguntado, Jaime tem escanteado.

A prefeitura ainda chiapraburro ausênciado dinheiro da ilumi-

nação pública de março, que CEA, por acordo em TAC, já deveria

ter repassado em 10 de abril.

“Atraso foi porque empresa teve problema no fechamento do

balançodearrecadação,mas,comentravecontábil já resolvido,depó-

sitocaina terça2”, garanteassessorEdmundo(Planejamento/CEA).

Queridíssimo entre coleguinhas do rádio, Azevedo Picanço,

enfim,botou-sedepé,comsaúdejámuitolongedazonaderisco,ape-

sar dosmaus bocados por que passou, pouco tempo atrás.

MasaindasemprevisãodealtamédicadoHSC,ondesegueinter-

nado.

Pelomenosparao governo, LucasBarreto jáperdeu obondeda

história, apesar de ainda muito bem avaliado na opinião pública.

Logo, sonhodeconsumopolítico, doravante, temque focarnou-

tra direção, avaliam PhDs.

Nas vezes que converso com Sarney, pelo telefone, quase

sempre escuto dele uma mesma frase:

“Sou muito grato ao Amapá. Vai continuar sendo parte inte-

grante da minha vida.”

Mas, em tom suave, logo refuta quanto possibilidade de uma

nova candidatura.

Se as reformas em andamento conduzem ou não o país para

um futuro melhor, só com o andar da carruagem.

Mas, pelo ronco das ruas, por enquanto só mesmo a certeza

de que ainda não temos capacidade de lidar com as mudanças.

Sine oferece 80 vagasde emprego durante as comemorações do

Dia do Trabalhador nesta segunda-feira, com oportunidade para as

mais diversificadas funções

Nada mal para esses tempos de vacas cada vez mais magras.

Brasil está num saudosismo danado e

deseja ressuscitar, na prática política,

meios há muito mortos. É a famosa

volta dos dinossauros. No princípio do sécu-

lo passado, há mais de um século, o comu-

nismo — ou melhor, os teóricos do comu-

nismo — pregava que a maneira de derru-

bar governos e implantar o marxismo era

os operários fazerem uma paralisação geral,

imobilizando todo um país, que, assim, sem

funcionar, seria uma presa fácil da ditadu-

ra do proletariado.

E a moda circulou por todo o mundo,

sobretudo pela Europa, berço do pensa-

mento político humano.

A greve foi uma conquista dos trabalha-

dores, usada desde o princípio da Revolu-

ção Industrial (os exemplos da antiguidade

tratam de universos muito distintos), num

tempo em que a exploração do trabalhador

o tornava escravo do trabalho e do patrão.

Os menores e as mulheres, com salários

mais baixos, eram vítimas das mais cruéis

explorações. Com estes excessos foi natu-

ral nascer a reação, inclusive contra o loc-

kout — a empresa fechar para obrigar o tra-

balhador a aceitar trabalhar com salários

miseráveis. Se o patrão podia impor suas

condições ao empregado, fechando as

fábricas, arrancando-lhe o meio de

ganhar o seu pão, porque esse não

podia também fechar a fábrica, obri-

gando o patrão a ficar sem ganhar

dinheiro, paralisando seu negócio

por tempo indeterminado. Eis o nas-

cimento da greve, justa reivindicação

por salários e contra a exploração.

Depois, com o andar da carruagem,

surgiram os sindicatos, que — mais

adiante com a força da contribuição sindi-

cal — deram aos operários condições de

politicamente enfrentar os chamados parti-

dos de massa contra os partidos de quadros.

Duverger trata desse tema longamente.

E então a greve passou a ser um instru-

mento também político. Os partidos ideo-

lógicos incorporaram aos seus programas

o direito de greve, que deu seus resultados

e serviu bastante para o avanço do bem-

estar da classe operária. Isso foi no passa-

do. O trabalhador, hoje, com os sindicatos

e suas confederações, tem uma força mui-

to grande e não precisa recorrer às greves

para obter conquistas.

As convenções coletivas, os direitos

constitucionais, a empresa moderna

com seu sentido social, tornaram a

greve geral anacrônica, que apenas

resiste em países subdesenvolvidos

e sem instituições fortes. Por outro

lado, a diversidade de trabalho fez

com que o trabalhador também não

tenha interesse em paralisar a

empresa.

Daí o fracasso das greves gerais. No

meu governo tentaram duas, e ambas fra-

cassaram redondamente. Essa de sexta-fei-

ra seguiu o mesmo caminho e resumiu-se a

tentar impedir que circulem os meios de

transporte, o que revolta o próprio traba-

lhador, além de criar o medo da violência

com os confrontos entre baderneiros e a

polícia — também desaparelhada para

enfrenta-los por meios democráticos, sem

apelar para uma repressão com uso exces-

sivo da força e com brutalidade. O que anti-

gamente eram os piquetes, hoje são os arrua-

ceiros, sem nada que seja trabalhador.

Daí porque, hoje, greve geral fracassa,

irrita o trabalhador e atrasa as conquistas

trabalhistas.

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